Em seminário organizado na noite de terça-feira (8) pelo Conselho Nacional do Ministério Público, Aras iniciou seu discurso, dizendo que "a sociedade brasileira é marcada pela desigualdade entre homens e mulheres". Ele pediu, entre outras coisas, uma maior presença das mulheres "no altos cargos" da administração pública e "cotas para candidaturas a cargos legislativos".
Depois do pedido, ele fez comentários descritos como "sexistas" e "retrógrados" pela imprensa brasileira, quando se referiu ao 8 de Março, dia de homenagear "as mulheres que carregam o dom de multiplicar todos nós".
"Este dia é um dia de homenagem à mãe, às filhas. É um dia de homenagem à mulher no seu sentido mais profundo, à sua individualidade, à sua intimidade. À mulher que tem o prazer de escolher a cor da unha que vai pintar. À mulher que tem o prazer de escolher o sapato que vai usar", disse.
Aras está no cargo desde 2019 após ser indicado por Bolsonaro, de quem é considerado próximo.
Atualmente, estão sob sua responsabilidade inúmeros processos abertos contra o presidente, muito criticado por declarações consideradas machistas e misóginas.
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BRASÍLIA
No 8 de Março, procurador-geral do Brasil homenageia 'mulher que escolhe a cor das unhas'
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