Joe Biden, Emmanuel Macron, Olaf Scholz e Boris Johnson "afirmaram sua determinação a continuar aumentando os custos para a Rússia pela invasão da Ucrânia, não provocada e injustificada", segundo um comunicado do governo americano.
Os aliados ocidentais mantiveram uma frente unida nas sanções contra a Rússia por invadir a Ucrânia, mas nesta segunda surgiram rachaduras sobre a perspectiva de um embargo às importações de petróleo e gás russos, medida à qual a Alemanha, que depende do combustível russo, se opõe.
A declaração publicada em Berlim após a reunião não menciona sanções e se concentra nas preocupações com a ajuda humanitária às áreas sitiadas, das quais os líderes também falaram.
Nesta segunda-feira, Scholz disse que as importações de energia russa são "essenciais" para os europeus, e alertou que proibir a importação de petróleo e gás da Rússia como parte das sanções ocidentais poderia comprometer a segurança energética da Europa.
Biden está sob crescente pressão dos congressistas americanos para cortar a principal fonte de renda do governo do presidente russo, Vladimir Putin.
Os Estados Unidos, um dos principais produtores de petróleo, importam pouco óleo russo e Biden, ao ser questionado se o petróleo poderia ser o próximo alvo, disse que "não descarta nada". Até agora isso tem sido evitado devido ao risco de romper a unidade com os europeus e de alimentar a inflação americana, que já é galopante.
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WASHINGTON
EUA, França, Alemanha e Reino Unido querem sancionar mais a Rússia por atacar a Ucrânia
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