
A Ucrânia está contando com uma terceira rodada de negociações com a Rússia neste fim de semana, disse um dos enviados ucranianos, Mikhailo Podoliak. “A terceira etapa poderia acontecer hoje ou amanhã, estamos em contato permanente", afirmou Podolyak durante uma coletiva de imprensa em Leópolis (Lviv), no Oeste da Ucrânia, e apontou que estão esperando apenas o acordo dos russos para voltar à mesa de negociações.
Em Berlim, o gabinete do líder do governo alemão, Olaf Scholz, declarou que o chanceler havia falado com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que lhe teria assegurado que as negociações seriam retomadas no fim de semana. As duas primeiras reuniões entre Rússia e Ucrânia não conseguiram parar os combates, mas abriram corredores humanitários para a população civil.
Mas Putin, disse a Olaf Scholz que um diálogo de paz com a Ucrânia só seria possível se “todas as exigências russas” fossem aceitas. “A Rússia está aberta ao diálogo com o lado ucraniano, bem como com todos aqueles que querem a paz na Ucrânia. Mas com a condição de que todas as exigências russas sejam atendidas”, disse o Kremlin em um relatório sobre a ligação, que ocorreu “por iniciativa da Alemanha”. Putin também negou que as forças russas estejam bombardeando cidades ucranianas, apesar das imagens de destruição nos últimos dias em Kiev, Kharkiv (Leste), Mariupol (Sudeste) e outras cidades.
Mordaça
Na política interna, Moscou intensificou o controle sobre a imprensa e aumentou a repressão contra ONGs de defesa dos direitos humanos e ajuda a migrantes. O acesso aos sites em russo da BBC e da alemã Deutsche Welle e outros meios independentes foi "limitado", segundo a agência que regula os meios de comunicação (Roskomnadzor). As redes sociais Facebook e Twitter também foram proibidas. Também ontem Putin, assinou uma lei que estabelece penas de prisão severas para quem publicar “notícias falsas” sobre as Forças Armadas, na linha de frente da invasão da Ucrânia pela Rússia. O texto, votado pouco antes pelos deputados, também pretende punir “os apelos à imposição de sanções contra a Rússia”, confrontada com duras medidas econômicas do Ocidente.
