Casado está na corda bamba depois de confrontar uma respeitada integrante do Partido Popular (PP), a presidente da região de Madri, Isabel Díaz Ayuso, por um contrato de compra de máscaras com o qual o irmão da política, que trabalha com material sanitário, ganhou 55.000 euros.
Díaz Ayuso garantiu que não foram cometidas irregularidades e que a direção do PP levantou este assunto porque quer "destruí-la". Nesta terça-feira a Procuradoria Anticorrupção decidiu investigar as compras a pedido dos partidos da oposição da Assembleia madrilenha.
O Ministério Público tomou esta decisão "porque os fatos denunciados podem constituir crimes", afirma a ata.
No entanto, a crise afetou principalmente Casado, de 41 anos, que está à frente do PP desde julho de 2018.
Casado convocou a Diretoria Nacional do partido para um reunião na próxima semana. Essa diretoria marcará uma data para um congresso extraordinário que elegerá o líder do partido, e Casado não esclareceu se vai se apresentar como candidato.
Seu braço direito, Teodoro García Egea, secretário-geral do PP, apresentou sua renúncia nesta terça-feira, segundo a televisão pública TVE.
Na quarta-feira, Casado receberá as lideranças regionais do partido, que apresentarão suas necessidades de mudanças.
Um possível substituto seria Alberto Núñez Feijóo, presidente da Galícia (noroeste), de perfil moderado e crítico aos flertes do PP com a extrema direita.
"Precisamos de mudanças e precisamos de novas etapas e novos horizontes", disse Feijóo à imprensa nesta terça-feira.
Além de García Egea, vários colaboradores de Casado renunciaram nas últimas horas, incluindo seu amigo e prefeito de Madri, José Luis López Almeida, que deixou de ser porta-voz nacional do PP. O mesmo fez a representante do partido no exterior, Ana Vazquez.
"Como não há mudanças, é hora de sair!", escreveu Vázquez no Twitter.
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MADRI
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