"Devem sair já. Qualquer um que bloqueie as faixas de circulação, ou ajude outros a fazê-lo, está cometendo um crime e pode ser detido", diz o texto do material gráfico distribuído pela polícia entre os manifestantes.
"Não vamos usar a força", disse nesta quarta-feira o primeiro-ministro Justin Trudeau a jornalistas. "Já demos mais ferramentas à polícia, à polícia local", acrescentou, acreditando que já era "hora disso acabar".
No entanto, centenas de caminhões continuam estacionados nas ruas do centro da capital federal.
Jan Grouin, de 42 anos, caminhoneiro presente desde o início do movimento, lamenta que Trudeau não tenha aberto diálogo com os manifestantes.
O novo chefe de polícia da cidade se mostrou confiante na terça-feira. "Estou convencido de que chegamos a um ponto de inflexão", disse Steve Bell. "Com os novos recursos, as ferramentas disponibilizadas pelos governos provincial e federal, acredito que temos as capacidades para pôr fim a esta ocupação de forma segura", acrescentou.
Pouco antes, o chefe de polícia de Ottawa, Peter Sloly, que vinha sendo muito criticado por sua gestão da crise, renunciou ao cargo.
Em Emerson, Manitoba, o último ponto de um eixo fronteiriço que permanece bloqueado, a polícia estimou nesta quarta-feira que a passagem aos Estados Unidos seria reaberta em "poucas horas".
Trudeau invocou na segunda-feira o uso da Lei de Medidas de Emergência, um dispositivo que permite recorrer a "medidas extraordinárias".
Esta é a segunda vez que o dispositivo é acionado em tempos de paz. A última foi durante a crise de 1970, quando Pierre Elliott Trudeau, pai do atual premiê, ocupava o poder.
Inicialmente minimizado pelas autoridades, o movimento de protesto começou no fim de janeiro, impulsionado por caminhoneiros que protestavam contra a obrigatoriedade de vacinação para atravessar a fronteira entre Canadá e Estados Unidos.
Depois, as demandas cresceram até o movimento se transformar em um protesto contra todas as medidas sanitárias e contra a gestão de Justin Trudeau.
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OTTAWA
Polícia do Canadá ameaça deter manifestantes em Ottawa
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