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Estado de Minas WASHINGTON

MSD afirma que sua pílula anticovid é 'ativa' contra a ômicron


28/01/2022 16:13

A pílula anticovid do MSD permanece "ativa" contra a variante ômicron, declarou a empresa americana nesta sexta-feira (28), com base em seis estudos de laboratório.

O tratamento, chamado molnupiravir, é um antiviral que deve ser administrado rapidamente após o surgimento de sintomas, e tomado durante cinco dias para evitar que o vírus se replique.

Esses estudos in vitro, realizados a partir de ensaios em células, foram feitos de forma independente por pesquisadores em seis países (Bélgica, Alemanha, República Tcheca, Polônia, Holanda e Estados Unidos).

Os resultados mostram "que o molnupiravir mantém uma atividade antiviral contra a ômicron, a principal variante em circulação no mundo", declarou o médico Dean Y. Li, dos laboratórios de pesquisa da MSD.

Agora a eficácia contra a ômicron deve ser avaliada no marco de ensaios clínicos.

O tratamento, às vezes comercializado como Lagevrio,foi autorizado em mais de dez países, entre eles Estados Unidos, Reino Unido e Japão.

Washington pagou 2,2 bilhões de dólares por 3,1 milhões de ciclos do tratamento da MSD, dos quais já entregou dois milhões, segundo a empresa.

Em 2021, um total de milhões de ciclos foram produzidos. MSD planeja produzir outros 20 milhões este ano.

Oito cápsulas de molnupiravir são tomadas por via oral durante cinco dias, para um total de 40 cápsulas. Pfizer também desenvolveu uma pílula anticovid, comercializada como Paxlovid.

A pílula da Pfizer reduz os mesmos resultados que da MSD em quase 90%, está autorizada para pessoas a partir de 12 anos e tem menos problemas de segurança em geral.

A empresa farmacêutica americana afirmou em meados de janeiro que os estudos in vitro sugerem que Paxlovid deveria continuar sendo eficaz contra a variante ômicron.

Outros tratamentos para a covid-19, como os anticorpos monoclonais da Regeneron e Eli Lilly, mostraram ser ineficazes contra a ômicron. A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) restringiu seu uso no início desta semana.

A cepa ômicon apresenta várias mutações, principalmente na proteína 'spike' na superfície do vírus e é essencial para entrar nas células humanas.

Por isso, alguns tratamentos não são mais eficazes contra essa variante.

Mas as pílulas antivirais não se dirigem à proteína, o que significa que deveriam ser à prova de variantes e fomentar a confiança na eficácia duradoura dos medicamentos, inclusive contra variantes futuras.


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