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Estado de Minas BERLIM

Alemanha acusa cientista russo de espionar programa espacial Ariane


27/01/2022 08:06

A Procuradoria federal alemã acusou de espionagem um cientista russo detido em junho, suspeito de transmitir para Moscou informações sobre o programa espacial europeu Ariane - informou o Ministério Público nesta quinta-feira (27).

Apresentado pela Justiça alemã como Ilnur N. e empregado em uma universidade bávara, o homem teria reunido informações para a Rússia "sobre as diferentes etapas de desenvolvimento do lançador europeu Ariane", afirmou a Procuradoria, sem dar mais detalhes.

Em junho, a Justiça alemã chegou a divulgar que ele era assistente científico de "uma cátedra técnico-científica".

Ilnur N. foi recrutado pelos serviços de espionagem russos "no mais tardar no outono de 2019 (primavera no Brasil)", acrescentou a Procuradoria federal alemã, responsável pelos casos de espionagem.

A partir de novembro do referido ano, ele se reuniu várias vezes com um funcionário de alto escalão da Inteligência estrangeira russa, para quem transmitiu "informações sobre os projetos de pesquisa no campo da tecnologia aeroespacial, incluindo as diferentes etapas de desenvolvimento do ônibus espacial europeu Ariane".

Em troca, recebeu 2.500 euros (US$ 2.800) em dinheiro, acrescenta a mesma fonte.

Esta acusação surge em um contexto de grande tensão entre a Rússia e os países da Europa Ocidental, motivada por temores de uma invasão da Ucrânia por parte dos cerca de 100.000 soldados russos estacionados em sua fronteira.

Acusações de ciberespionagem feitas contra a Rússia costumam estremecer as relações entre Moscou e Berlim, países que têm estreitos laços econômicos.

Essas relações sofreram um duro golpe com a tentativa de envenenamento do principal opositor do Kremlin hoje, o russo Alexei Navalny. Por este episódio, foi transferido para Berlim, onde recebeu tratamento médico.


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