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Estado de Minas PEQUIM

China protesta por resolução do Parlamento francês sobre 'genocídio' de uigures


21/01/2022 09:48

A China se opõe "firmemente" à resolução adotada pela Assembleia Nacional Francesa na quinta-feira (20), que classificou como "genocídio" o tratamento da minoria muçulmana uigure no gigante asiático.

O texto "ignora a realidade" e "constitui uma ingerência grosseira nos assuntos internos da China", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, à imprensa, nesta sexta.

População de maioria sunita, os muçulmanos uigures são o maior grupo étnico da província de Xinjiang, uma área semidesértica no noroeste da China que, há tempos, vem sendo atingida por vários atentados.

Em uma resolução não vinculante, o Parlamento francês denunciou "as violências cometidas pelas autoridades da República Popular da China contra os uigures como constitutivas de crimes contra a humanidade e de genocídio".

A Assembleia "condenou" a situação dos uigures e convidou o governo a adotar "as medidas necessárias ante a comunidade internacional e em sua política externa, ante a República Popular da China", para pôr fim a este quadro.

O porta-voz da diplomacia chinesa criticou o texto e afirmou que falta "bom senso em matéria de direito".

Baseando-se na interpretação de documentos oficiais e nos depoimentos de supostas vítimas, Estudos ocidentais, estudos ocidentais acusam Pequim de ter encarcerado mais de um milhão de pessoas, principalmente da comunidade uigur, em "campos".

Entre as denúncias, há acusações de que Pequim impõe esterilizações e abortos às mulheres e que obriga os presos a fazerem "trabalhos forçados".

Pequim afirma que esses locais são centros de formação profissional destinados a conter o extremismo religioso.


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