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Estado de Minas WASHINGTON

As sombras da política de imigração de Biden em um ano de mandato


20/01/2022 21:36

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou à Casa Branca com uma série de reformas imigratórias, mas algumas tropeçaram no Congresso em seu primeiro ano no cargo.

Após a linha dura de seu antecessor republicano, Donald Trump, Biden prometeu uma política "mais humana".

"Apresentei uma proposta sobre migração que, se a aprovássemos, estaríamos em um lugar totalmente diferente agora. Mas não estamos porque não temos um único voto republicano", disse Biden na quarta-feira durante uma entrevista coletiva de duas horas na Casa Branca.

O presidente democrata abriu várias frentes: propôs um caminho para a cidadania para 11 milhões de imigrantes indocumentados em um país que não tem uma lei desse tipo há 35 anos, mas nunca foi votado.

Em março, a câmara baixa do Congresso votou a favor de um projeto de lei para regularizar pessoas com Status de Proteção Temporária (TPS) e cerca de 600.000 jovens sob o Programa de Ação Diferida para Chegadas na Infância, DACA (na sigla em inglês), que protege temporariamente os que chegaram aos EUA quando crianças, os 'dreamers'.

O TPS é um programa temporário e renovável que impede a deportação e possibilita o trabalho a estrangeiros que não podem retornar com segurança ao seu país devido a desastres naturais, conflitos armados ou outras condições extraordinárias. Atualmente é aplicado a vários estados latino-americanos: Haiti, Nicarágua, El Salvador, Honduras e Venezuela.

Ao mesmo tempo, a câmara baixa aprovou um texto que facilita a obtenção de autorização de residência para imigrantes que trabalham como empregados agrícolas.

Mas nenhum desses textos foi votado no Senado, o que se tornou um pesadelo para Biden porque ele tem uma maioria muito estreita e até alguns dos senadores centristas se opõem às suas propostas.

No final de 2021, o presidente de 79 anos voltou à briga tentando forçar a aprovação de uma seção de imigração que incluiu em seu colossal programa social Build Back Better. Mas ele também está paralisado no Senado.

Se aprovado, cerca de 7 milhões de imigrantes indocumentados poderão solicitar autorizações de trabalho, viajar para o exterior e obter carteiras de motorista. Além disso, eles seriam protegidos da deportação por até dez anos.

A explosão reformista democrata se choca com a oposição do Partido Republicano, ainda sob forte influência de Trump. Durante o primeiro ano de Biden, houve "caos em nossa fronteira sul", disse ele em um tuíte na quinta-feira. "Biden teve um primeiro ano de fracassos."

- Fronteira sul -

A fronteira com o México tem dado dores de cabeça ao governo, que manteve o controverso Título 42, uma disposição utilizada desde a era Trump que permite a expulsão imediata de imigrantes indocumentados, mesmo que sejam requerentes de asilo, devido à pandemia de covid-19.

Na fronteira, o governo trava outra batalha: os Protocolos de Proteção ao Migrante (conhecidos como "Fique no México" ou MPP) que levou ao Supremo Tribunal na esperança de derrubá-los após vários reveses judiciais.

Este plano introduzido por Trump obriga os requerentes de asilo a aguardar a resolução dos seus casos no México.

O número de pessoas interceptadas cruzando a fronteira sul desde a posse de Biden subiu para 1.855.023, das quais 1.387.705 partiram de El Salvador, Guatemala, Honduras e México, segundo dados oficiais dos EUA.

Biden atribui isso à pobreza, violência, corrupção e aos efeitos das mudanças climáticas e lançou um programa de investimentos para enfrentar o problema por meio de oportunidades econômicas.


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