UAI
Publicidade

Estado de Minas LONDRES

Sequestrador do Texas foi investigado pela inteligência britânica


18/01/2022 10:50

O britânico que tomou quatro pessoas como reféns no último fim de semana em uma sinagoga dos Estados Unidos foi investigado em 2020 pelos serviços de inteligência interna (MI5), que concluíram que ele não representava uma ameaça, informaram jornais britânicos nesta terça-feira (18).

Segundo esses jornais, que citam fontes do governo, o MI5 recebeu certa informação que o levou, na segunda metade de 2020, a abrir uma investigação sobre Malik Faisal Akram, detido um mês antes.

No entanto, o MI5 concluiu que "não havia indícios de que representaria uma ameaça terrorista naquele momento", segundo uma fonte citada pelo jornal The Telegraph.

Malik Faisal Akram, um britânico de 44 anos, foi identificado pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, como o sequestrador da tomada de reféns efetuada em uma sinagoga de Colleyville, uma cidade de cerca de 23.000 habitantes situada a cerca de 40 km de Dallas, Texas.

Foi morto no ataque pela polícia no sábado, enquanto os quatro reféns foram libertados sãos e salvos.

Segundo a Sky News, Malik Faisal Akram, que vivia em Blackburn, no norte da Inglaterra, chegou aos Estados Unidos pouco antes do Ano Novo pelo aeroporto JFK de Nova York. Depois, comprou a arma que usou na tomada de reféns.

A emissora destacou também que ele foi preso quatro vezes, entre 1996 e 2012, por alteração da ordem pública, assédio e roubo.

O governo britânico manifestou ontem seu "apoio total" às forças de segurança americanas na investigação do incidente.

A polícia antiterrorista do noroeste da Inglaterra anunciou no domingo à noite que prendeu dois jovens relacionados com o caso, no sul de Manchester.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confirmou que o suspeito "insistiu em obter a libertação de alguém que está há 10 anos na prisão" e que fez "declarações antissemitas e contra Israel".

Segundo vários jornais americanos, o sequestrador exigia a libertação de Aafia Siddiqui, uma cientista paquistanesa condenada em 2010 por um tribunal federal de Nova York a 86 anos de prisão por ter tentado atirar em militares americanos enquanto estava detida no Afeganistão.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade