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Estado de Minas EM PRISÃO DOMICILIAR

Morre o fundador da Parmalat

Calisto Tanzi cumpria pena em casa de 17 anos e cinco meses de cadeia por falência fraudulenta na bancarrota do grupo


02/01/2022 10:36

Empresa fundada por Calisto (segundo à esquerda) patrocinou vários clubes de futebol
Empresa fundada por Calisto (segundo à esquerda) patrocinou vários clubes de futebol (foto: Wikipedia Commons)


(ANSA) - Morreu neste sábado (1º), aos 83 anos de idade, o empresário italiano Calisto Tanzi, fundador da Parmalat, que chegou a ser uma das maiores companhias do país até sua quebra, em 2003.

Tanzi cumpria prisão domiciliar em função de uma condenação a 17 anos e cinco meses de cadeia por falência fraudulenta na bancarrota do grupo.

Nascido em 17 de novembro de 1938, em Collecchio, nos arredores de Parma, ele tinha diploma em contabilidade e havia interrompido os estudos universitários para ajudar o pai no comando de uma pequena empresa familiar de embutidos e conservas.

Pouco depois, em 1961, com apenas 22 anos, usou o negócio como base para fundar uma fabricante de leite, a Parmalat (nome proveniente da junção das palavras "Parma" e "latte", "leite" em italiano), e a transformou em uma poderosa multinacional com mais de 130 unidades em todo o mundo.

Tanzi foi o primeiro a desenvolver o chamado leite longa vida, obtido por meio do método de pasteurização UHT, sigla em inglês para "temperatura ultra-alta". Com o crescimento da Parmalat, o empresário passou a investir também em outros ramos do setor alimentar, no turismo, na televisão e até no futebol, com a compra do Parma.

A empresa abriu capital na Bolsa de Milão na década de 1990, escondendo as primeiras dificuldades financeiras provocadas por sucessivas aquisições e pelo crescimento da dívida.

As compras e as perdas das outras companhias eram cobertas com dinheiro da Parmalat, já altamente endividada e cuja situação Tanzi tentou esconder por meio de falsas operações financeiras e empresas de fachada em paraísos fiscais.

A crise veio a público em 2003, culminando na falência da Parmalat, que foi tratada pela imprensa italiana como a "maior fraude da Europa". A dívida escondida do grupo totalizava 14 bilhões de euros, e Tanzi acabou condenado, em dezembro de 2010, a 17 anos e cinco meses de prisão.

A Parmalat pertence hoje ao grupo francês Lactalis.


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