"A Gazprom reduziu drasticamente sua oferta de gás natural ao mercado europeu, apesar do crescente aumento da demanda", disse em um comunicado Yuriy Vitrenko, responsável da empresa pública de energia ucraniana, a Naftogaz.
"As atuações da Gazprom prejudicam a concorrência e tiveram grandes consequências negativas para todos os consumidores europeus", acrescentou.
O gás de referência na Europa, o holandês TTF, subiu cerca de 20% desde a terça-feira, chegando a 175 euros (198 dólares) o megawatt-hora.
O preço do gás na Europa alcançou níveis históricos na terça-feira devido ao forte consumo durante o inverno boreal e à latente tensão entre a Rússia, que é um fornecedor-chave, e seus clientes na Europa.
A Naftogaz também acusou a Gazprom de querer "criar um déficit artificial de gás para pressionar a UE para garantir o rápido lançamento do gasoduto Nord Stream 2".
Também afirmou que o gigante russo impedia outras empresas de fornecerem gás extra à Europa.
Está previsto que o gasoduto Nord Stream 2, que conecta Rússia e Alemanha pelo mar Báltico, permita dobrar o fornecimento de gás para a principal economia europeia, que afirma precisar dele para a transição do carvão e da energia nuclear.
Os críticos, no entanto, dizem que aumentará a dependência da Europa em relação à Rússia. A Ucrânia (cujo território não faz parte do Nord Stream 2, privando-a da renda pelo trânsito) o descreve como uma "arma geopolítica".
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