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Estado de Minas SANAA

Aeroporto do Iêmen é fechado para voos humanitários após ataques sauditas


21/12/2021 19:38 - atualizado 21/12/2021 19:43

O aeroporto de Sanaa, capital do Iêmen, sob poder dos rebeldes, já não pode receber aviões de organizações humanitárias e da ONU, após ataques aéreos da coalizão militar liderada pela Arabia Saudita, declarou nesta terça-feira um representante aeroportuário.

A coalizão atua no Iêmen desde 2015 para apoiar as forças do governo contra os huthis, rebeldes apoiados pelo grande rival de Riad, o Irã. Os huthis conquistaram Sanaa em 2014, o que deu início a uma guerra que provocou uma das piores crises humanitárias do mundo.

Como resultado dos ataques da coalizão contra os rebeldes, "o aeroporto não tem mais condições de receber aviões das Nações Unidas e de organizações humanitárias internacionais", afirmou a fonte, que não quis ter sua identidade revelada. Ela pediu à ONU que "faça parar" os ataques, para que o aeroporto possa funcionar novamente.

Nesta segunda-feira à noite, a coalizão anunciou que executou "ataques aéreos precisos e limitados contra alvos militares legítimos no aeroporto internacional de Sanaa".

"A operação foi realizada em resposta à ameaça e ao uso da infraestrutura do aeroporto para lançar ataques transfronteiriços", acrescentou, citada pela agência oficial saudita SPA. Segundo a coalizão, os ataques sauditas não devem afetar "a capacidade operacional" do aeroporto e respeitam o direito humanitário internacional".

A coalizão acrescentou que os aeroportos sauditas estão prontos para receber voos humanitários para o Iêmen, e que a ajuda poderia ser entregue por meio de "pontos de acesso" supervisionados pela ONU, segundo um comunicado divulgado pela TV estatal saudita El-Ekhbariya.

As Nações Unidas, no entanto, reiteraram seu apelo para manter o aeroporto de Sanaa aberto às operações humanitárias, acrescentando que "o equipamento necessário para manter os voos humanitários deve ser preservado, a fim de que permaneça operacional".

Segundo a ONU, a guerra no Iêmen terá ceifado a vida de 377 mil pessoas antes do fim de 2021, cerca de 227 mil delas em consequência indireta do conflito, como falta de água potável, fome e doenças. A violência mergulhou o país no que a ONU considera a pior crise humanitária do mundo, que devastou o atendimento de saúde iemenita, onde mais de 80% dos 30 milhões de habitantes precisam de assistência.


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