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Estado de Minas PARIS

Mesquita considerada radical é fechada na França


14/12/2021 09:17

O governo francês anunciou na terça-feira (14) que deu início a um procedimento administrativo para fechar a Grande Mesquita de Beauvais, no norte de Paris, por um período de seis meses.

De acordo com as autoridades, os sermões radicais de seu imã são "inaceitáveis".

"Hoje, iniciamos o fechamento da mesquita de Beauvais, (que é) completamente inaceitável, já que combate cristãos, homossexuais, judeus", declarou o ministro do Interior, Gérald Darmanin, diante das câmeras do canal de televisão Cnews.

A administração do departamento do Oise confirmou que "considera" tomar a decisão de fechar a Grande Mesquita de Beauvais "por seis meses", com base nos sermões que "incitam ao ódio" e "à violência" e "fazem a apologia da 'Jihad' (Guerra Santa)".

"Como parte deste procedimento (...), no final da semana passada, foi enviada uma carta notificando a decisão prevista e, atualmente, transcorre o prazo de dez dias correspondentes para fazer qualquer observação", disse a administração à AFP.

Segundo dados do Ministério do Interior, existem, no território nacional, 2.623 mesquitas e salas de oração. Entre esses locais de culto, acrescenta o governo francês, "99 são suspeitos de separatismo", e todos eles foram "monitorados nos últimos meses".

"Em 36 destes locais de culto, os controles demonstraram que cumpriam estritamente as leis da República, por exemplo, depois de uma mudança de imã, ou de governança associativa", disse o ministério.

Além disso, "21 locais de culto estão fechados no momento, por prescrições administrativas, decisão judicial, cessão, obra, ou por encerramento administrativo"; seis "são objeto de uma instrução que permitirá iniciar um procedimento de fechamento, com base na (infração) da lei de separatismo, em particular".

Trata-se da "lei que proclama o respeito aos princípios da República", também chamada de lei contra o "separatismo", promulgada em agosto passado. Este texto contém uma bateria de medidas relacionadas com a neutralidade do serviço público, a luta contra o ódio on-line, o marco da instrução familiar, o controle reforçado das associações e a transparência dos cultos religiosos e de seu financiamento.


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