"Gravo este vídeo antes da suposta condenação de Sergei. Tento visualizar a sentença e, psicologicamente, será difícil aceitá-la", disse Tikhanóvskaya, em um vídeo postado em sua conta no Telegram.
"Vou continuar a defender o homem que amo e que se tornou um líder para milhões de bielorrussos", afirmou.
Ela disse estar pronta "para o mais difícil, para o impossível", para acelerar seu reencontro.
Serguei Tikhanóvskaya foi preso em maio de 2020, quando considerava sua potencial candidatura à presidência em agosto.
Sua mulher substituiu-o neste percurso e conseguiu mobilizar, para surpresa geral, massas de manifestantes nunca vistas contra o poder. Os protestos foram duramente reprimidos.
Serguei Tikhanóvskaya, de 43 anos, está sendo julgado desde junho juntamente com outros cinco réus, em um processo que corre a portas fechadas. Se for considerado culpado, pode ser condenado a até 15 anos de prisão.
Ele ficou famoso, graças ao seu canal no YouTube, onde denunciava a corrupção de Lukashenko, a quem apelidou de "barata".
Além de Serguei, outra importante figura da oposição receberá sua sentença nesta terça: Mikola Statkevitch, de 65 anos, candidato à presidência em 2010,. Já passou vários anos na prisão por outra condenação.
Completam o banco dos réus Artiom Sakov e Dimitri Popov, que integravam a equipe de Serguei; Vladimir Tsyganovitch, um criador de conteúdo do YouTube crítico do poder; e Igor Lossik, um jornalista opositor de 29 anos. Eles são acusados de terem organizado e participado de "distúrbios em massa".
A agora ex-professora de inglês Svetlana Tikhanóvskaya se tornou a musa dos críticos do autoritário governo de Lukashenko, que a forçou ao exílio logo após as eleições presidenciais de 2020. Desde então, ela percorre o mundo, visitando chefes de Estado e de governo ocidentais, para aumentar a pressão sobre o presidente bielorrusso.
O Ocidente impôs sanções significativas a empresas bielorrussas e a funcionários do governo Lukashenko pela reprissão dos protestos em 2020.
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