O homem, nascido em 1977 em Ruanda, também foi denunciado por participar de um complô para preparar um destes crimes, segundo o comunicado do Ministério Público, que confirmou uma informação publicada no jornal Le Parisien.
O acusado, a quem foi imposto um controle judicial, se manteve em silêncio perante os juízes, detalhou o comunicado.
O caso foi aberto em agosto de 2019, quando a justiça iniciou uma investigação sobre o pai do acusado, Jean R., a quem, segundo o Le Parisien, as autoridades do governo interino de Ruanda nomearam deputado em abril de 1994.
As autoridades francesas rejeitaram o pedido de asilo do pai, ao considerar que havia "sérias razões para acreditar que ele pôde ter participado no genocídio dos tursis, realizado em 1994".
O pai, contra quem foi expedida em 2014 uma ordem de captura internacional solicitada por Kinshasa, morreu em outubro.
Mas as investigações permitiram trazer à luz o papel do filho, que tinha 17 anos na época dos massacres, na prefeitura de Kibuye, informou o MP antiterrorista.
O genocídio deixou mais de 800.000 mortos, segundo a ONU, a maioria tutsis exterminados entre abril e julho de 1994.
A acusação ocorre enquanto um tribunal de Paris julga um homem, Claude Muhayimana, por transportar os milicianos que executaram os massacres.
Dois julgamentos anteriores realizados na França resultaram na condenação à prisão perpétua de dois ex-prefeitos em 2016 e a 25 anos de prisão contra um ex-capitão do exército em 2014.
Em maio de 2022, começará um novo processo, neste caso contra o ex-prefeito Laurent Bucyibaruta.
Publicidade
PARIS
Homem é denunciado na França por envolvimento no genocídio em Ruanda
Publicidade
