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Estado de Minas BERLIM

Desafios que aguardam o novo governo alemão


08/12/2021 12:11

Sem período de carência, o primeiro governo alemão pós-Merkel deve enfrentar imediatamente vários desafios, da pandemia ao clima, passando pelas tensões entre as potências ocidentais com Moscou e Pequim.

Veja, a seguir, os principais desafios da equipe do chanceler social-democrata Olaf Scholz, em aliança com os Verdes e os liberais do FDP.

- Pandemia -

Mesmo antes de assumir as funções, o novo governo teve que começar a administrar a nova onda de casos de covid-19 e repensar algumas das promessas de campanha.

Sob pressão, aprovou uma bateria de restrições e aceitou a ideia de uma vacinação obrigatória que poderia ser votada nesta semana e aplicada nos primeiros meses de 2022. A indignação cresce em parte da opinião pública.

- Coesão -

Um dos principais desafios do mandato será manter a coesão de sua coalizão.

O acordo é pouco claro sobre o financiamento das medidas prometidas, especialmente em investimentos em infraestrutura e na luta contra a mudança climática, com a previsão de abandonar o carvão em 2030 e desenvolver energias renováveis.

A poderosa indústria do automóvel deve acelerar sua transformação. Os partidos querem ter 15 milhões de carros elétricos nas estradas em 2030, contra pouco mais de 500.000 atualmente.

Ao mesmo tempo, os liberais alcançaram um compromisso para reduzir ao mínimo os déficits públicos e evitar um aumento dos impostos. Rapidamente podem surgir tensões sobre essa questão.

- Uma Europa "mais soberana" -

Se Angela Merkel não defendeu a integração europeia, o novo governo quer se envolver nesta questão.

O acordo de coalizão aposta em um "Estado federal europeu" que funciona de forma descentralizada. Outra mudança notável é o apoio à visão francesa de uma defesa mais assertiva dos interesses europeus no cenário internacional.

Uma "Europa soberana é a chave" e "é um dever" para o novo governo, disse Scholz, cuja coalizão também defende tomar decisões por maioria e não por unanimidade em questões diplomáticas dentro da comunidade.

- Rússia e China -

Podem ser focos de tensão recorrentes dentro da coalizão. A nova ministra das Relações Exteriores, a ambientalista Annalena Baerbock, promete mais firmeza contra governos autoritários do que durante na época Merkel, na qual prevaleciam os interesses econômicos e comerciais.

Os liberais apresentam uma abordagem semelhante, mas os social-democratas de Scholz se mostraram tradicionalmente mais conciliadores com Moscou e Pequim.

- Medidas emblemáticas -

O governo prevê várias medidas emblemáticas durante a legislatura: o aumento do salário mínimo de 9,6 para 12 euros (de 10,9 a 13,6 dólares) por hora, a legalização da cannabis para adultos em "lojas autorizadas" e o direito ao voto a partir dos 16 anos.

Na imigração, uma questão que mobilizou pouco a opinião pública durante a campanha, está prevista a instauração de um procedimento de aquisição de permissões de residência para as pessoas até agora chamadas de "toleradas", ou seja, as que não podem ser expulsas por várias razões, mas também não possuem o direito de trabalhar.

A futura coalizão também deseja oferecer aos estrangeiros com mais de cinco anos no território a possibilidade de acessar progressivamente uma permissão de residência permanente.


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