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Estado de Minas MOSCOU

Moscou diz que voo russo precisou ser desviado para evitar avião espião da Otan


05/12/2021 10:25

Moscou afirmou neste domingo (5) que uma "catástrofe" foi evitada depois que uma aeronave russa foi forçada a alterar sua trajetória para evitar colidir com um avião espião da Otan sobre o Mar Negro.

"Uma catástrofe foi evitada (...), mas isso não significa que os Estados Unidos e a Otan podem continuar a arriscar vidas impunemente", declarou em um comunicado a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.

Segundo a Agência Russa de Aviação Civil (Rosaviatsia), o incidente ocorreu na manhã de sexta-feira, quando o avião espião "desceu de forma rápida", cruzando uma rota aérea que constava no plano de voo de um Airbus Aeroflot, que operava entre Tel Aviv e Moscou com 142 pessoas a bordo.

"A direção e altitude do avião civil foram imediatamente alteradas", explicou Rosaviatsia em um comunicado enviado à AFP neste domingo (5), acrescentando que a tripulação do avião espião não respondeu às mensagens dos controladores de tráfego aéreo.

De acordo com a agência de notícias russa Interfax, o avião russo baixou 500 metros para se manter afastado do avião de reconhecimento e seus pilotos puderam vê-lo da cabine.

Outra aeronave menor, um jato CL-650 que efetuava um voo de Sochi para Skopje, também alterou seu curso por causa do avião espião, segundo Rosaviatsia.

"O aumento da atividade de voos de aeronaves da Otan perto das fronteiras da Rússia (...) cria um risco de acidentes perigosos envolvendo aeronaves civis", disse Rosaviatsia, acrescentando que "protestaria" por via diplomática.

Rosaviatsia não especificou a nacionalidade do dispositivo espião, mas Zakharova acusou a Força Aérea dos Estados Unidos em sua declaração de "representar um risco para a aviação civil".

A mídia russa também informou que caças russos foram enviados para a região do Mar Negro na sexta-feira para escoltar dois aviões de reconhecimento dos EUA.

Nem a Otan nem os Estados Unidos reagiram imediatamente a essas acusações.

O incidente ocorre em um contexto de tensões crescentes entre a Rússia e os países ocidentais, que acusam Moscou de reunir tropas nas fronteiras da Ucrânia em preparação para uma invasão.

A Rússia nega qualquer plano nesse sentido e acusa os países da Otan de "provocações", notadamente com os recentes exercícios militares perto de suas fronteiras no Mar Negro, área que Moscou considera sua zona de influência.


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