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Estado de Minas PARIS

AIE: planeta registra recorde de energias renováveis em 2021 mas ainda é insuficiente


01/12/2021 06:29

As capacidades de energias elétricas renováveis no mundo, da energia eólica marítima e terrestre até a solar, aumentaram e atingiram níveis sem precedentes, mas a um ritmo insuficiente para que o planeta alcance a neutralidade de carbono, afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE).

Este ano vai superar o recorde de 2020, com 290 gigawatts (GW) de novas capacidades instaladas, apesar do aumento dos preços de alguns componentes e dos transportes, destaca o relatório "Renováveis" da agência, publicado nesta quarta-feira (1).

De acordo com a AIE, que revisou e elevou suas projeções, 4.800 GW de instalações estarão disponíveis até 2026, o que significa 60% a mais que na comparação com 2020 e o equivalente da capacidade de energia elétrica atual de origem nuclear e de energias fósseis juntas. A energia fotovoltaica representará mais de 50% deste aumento, e a eólica marítima triplicará suas capacidades.

O crescimento envolve todas as regiões do planeta, com a China à frente: 1.200 GW de capacidades eólicas e solares estão previsas para 2026, ou seja, quatro anos antes da meta oficial, prevê a AIE.

Porém, se os preços dos componentes e materiais permanecerem tão elevados até o final de 2022, o custo dos investimentos será tão alto que as capacidades elétricas renováveis ficarão limitadas.

"Os atuais preços elevados dos materiais representam novos desafios para o setor das energias renováveis, mas o preços elevados das energias fósseis deixam as renováveis ainda mais competitivas", destaca o diretor da AIE, Fatih Birol.

Mas o crescimento das energias renováveis não será suficiente para que o planeta alcance a neutralidade de carbono em 2050, uma etapa necessária para limitar o aumento da temperatura media a +1,5 ºC na comparação com a era pré-industrial.

Para atingir a meta, o ritmo das novas capacidades renováveis instaladas entre agora e 2026 teria que dobrar na comparação com as previsões da AIE, e a demanda por biocombustíveis deveria ser quatro vezes superior.


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