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Estado de Minas COVID-19

Quarta onda na Europa é alerta para o Brasil


25/11/2021 04:00 - atualizado 24/11/2021 23:10

Países da Europa que aparentemente viviam um momento de controle na pandemia até o início do mês passado têm apresentado um avanço no número de casos de infecção de COVID-19 depois de terem voltado à normalidade. No momento, o fantasma da quarta onda, adoção de lockdowns e a necessidade de imunização de uma parcela maior da população e eventual dose de reforço têm se tornado os principais temas de debate nos países. A situação pode servir de alerta para o Brasil.

Com 68% da população totalmente vacinada, a Alemanha tem vive momento de pico nas ocorrências de infecção. Nas primeiras semanas de outubro, o país registrava média semanal de 8 mil a 9 mil casos. Já na última semana, a média ultrapassou os 50 mil casos, sendo registrados mais de 68 mil infecções em apenas um único dia.

Outro país que apresentou alta nos quadros de COVID-19 foi a Holanda. Na terça-feira, o país registrou  22.956 ocorrências. Nas primeiras semanas de outubro, os casos diários não passavam de 4 mil.

Primeiro país a impor o lockdown para os não vacinados, a Áustria passou de uma média de 4 mil casos diários em outubro para 14 mil neste mês. A partir do ano que vem, quem se recusar a receber o imunizante vai pagar uma multa equivalente a R$ 22 mil.

A Bélgica também tem registrado aumento na média e assiste a uma série de protestos em meio às medidas restritivas que buscam conter a pandemia. Na segunda-feira, foram registradas mais de 42 mil novas infecções, 10 vezes mais que a média diária de outubro. 

O epidemiologista Geraldo Cunha Cury, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acredita que o problema dos países europeus foi a falta de vacinação de uma parte da população e uma retirada das medidas preventivas atrelada às aglomerações. Para ele, se o Brasil seguir o mesmo caminho, a tendência é que uma quarta onda também chegue ao país.

"O mais importante agora é manter o uso de máscaras, evitar aglomerações e apostar na vacina. Tem muita gente que não tomou a segunda dose, muita gente não tomou a terceira dose. Os estudos têm indicado que em torno de seis meses já ocorre uma queda de anticorpos, então ela  (terceira dose) seria no sentido de reforçar essa imunidade", finalizou.

Com  mais de 60% da população brasileira totalmente vacinada contra a COVID-19, a flexibilização é uma realidade em todo o país. Embora muitos cidadãos ainda não tenham completado a imunização e a dose de reforço tenha sido aplicada em apenas uma pequena parcela, o ritmo das atividades em todo o território brasileiro tem se acelerado.

O país, que começou a imunizar sua população em atraso e de forma lenta devido à demora na aquisição das doses –  a campanha teve início apenas em janeiro,  embora vacinas já estivessem disponíveis desde dezembro –, vive, no momento atual, um cenário de expectativas e alívio. E  experimenta uma fase de flexibilização, onde programas que comportam um grande número de pessoas, como shows, festas, eventos em estádios, têm se tornado cada vez mais comuns.

Segundo o infectologista Unaí Tupinambás, o Brasil só poderá ficar mais tranquilo quando 85% da população estiver vacinada com duas doses e os com mais de seis meses de imunização tiverem tomado o reforço.

*Estagiário sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz
 


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