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Estado de Minas WASHINGTON

EUA diz que eleições na Venezuela 'não refletem a vontade do povo'


22/11/2021 20:01 - atualizado 22/11/2021 20:02

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou nesta segunda-feira (22) que as eleições regionais de domingo na Venezuela, nas quais o chavismo do presidente Nicolás Maduro venceu por esmagadora maioria, "não refletem a vontade do povo venezuelano".

"As detenções arbitrárias e o assédio de atores políticos e da sociedade civil, a criminalização das atividades dos partidos da oposição, a proibição de candidatos em todo o espectro político, a manipulação das listas de eleitores, a censura persistente dos meios de comunicação e outras táticas autoritárias sufocaram praticamente o pluralismo político e garantiram que as eleições não refletissem a vontade do povo venezuelano", afirmou Blinken em um comunicado.

O chavismo no poder venceu no principal município, Caracas, e elegeu 18 de 23 governadores nas eleições regionais venezuelanas, nas quais a oposição voltou a participar depois de anos de boicote e pedidos de abstenção.

"O regime de Maduro privou os venezuelanos uma vez mais de seu direito de participar de um processo eleitoral livre e justo", afirmou Blinken.

Os Estados Unidos e outros 50 países não reconhecem a reeleição de Maduro em 2018 por considerá-la fraudulenta.

"Temeroso da voz e do voto dos venezuelanos, o regime distorceu enormemente o processo para determinar o resultado desta eleição muito antes de que as cédulas fossem emitidas", insistiu o secretário de Estado.

Blinken disse que os Estados Unidos apoiam o povo venezuelano "em seu desejo de uma restauração pacífica da democracia através de eleições livres e justas, com pleno respeito às liberdades de expressão e reunião pacífica".

E em eleições nas quais participaram 42,26% dos 21 milhões de eleitores convocados, Washington "cumprimenta" os partidos e os eleitores que participaram do processo "apesar de suas falhas" para "preservar e lutar por um espaço democrático tão necessário", segundo o texto.

Estados Unidos, que pedem a libertação dos opositores preses, reiteram, ainda, seu apoio às negociações no México entre o governo Maduro e a Plataforma Unitária da Venezuela, que reúne a oposição.

Este diálogo foi suspenso provisoriamente após a extradição aos Estados Unidos de Alex Saab, um empresário colombiano ligado ao chavismo.


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