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Estado de Minas WASHINGTON

Powell, um republicano apoiado por Biden para o Fed pós-pandemia


22/11/2021 15:07

Jerome Powell, apoiado por Joe Biden para continuar por mais quatro anos à frente do Banco Central dos Estados Unidos enfrentou uma das piores crises da história do país.

Biden decidiu renovar seu mandato apesar da pressão da ala esquerda de seu Partido Democrata, que preferia um candidato mais próximo de suas ideias. Seu nome deve ser confirmado pelo Senado.

Aos 68 anos, este advogado, um republicano moderado que não é economista por formação, recebeu em particular o aval de Janet Yellen, sua antecessora a quem Trump não renovou o mandato, quebrando uma tradição.

Com a atual secretária do Tesouro, ele compartilha o desejo de garantir um crescimento mais equilibrado e reduzir a desigualdade que atinge as minorias negras e hispânicas.

Depois de entrar para o Fed em 2018, "Jay" Powell, que foi um alto funcionário do Tesouro no mandato de George Bush e se tornou governador do Fed com Barack Obama, teve que enfrentar a pandemia.

Agora, quando a inflação é vista de perto nos Estados Unidos e os preços sobem, o Fed, sob o mandato de seu décimo sexto presidente, começará a reduzir seus estímulos à economia.

- Resiliente -

Trump chegou a se arrepender publicamente de tê-lo nomeado presidente do Fed.

Powell se abstém de comentar o assunto em suas raras aparições na mídia e nas conferências de imprensa habituais após cada reunião do comitê monetário.

Em 2019, quando a guerra comercial com a China estava no auge, a economia desacelerou e o Fed reverteu sua política de aumento de juros iniciada em 2018.

As taxas de juros eram praticamente zero quando a pandemia chegou. Powell entende então que não há um minuto a perder.

A recessão de 2020 foi a pior desde a Segunda Guerra Mundial. Mas o Fed e seu presidente conseguiram limitar os danos e acalmar os mercados financeiros.

O sistema de reserva federal implementou novas linhas de crédito e um programa maciço de compras de títulos do Tesouro e outros títulos para garantir o fluxo de caixa para o sistema financeiro dos Estados Unidos.

Esses esforços, assim como trilhões de dólares de investimentos do governo federal, evitaram uma recessão mais severa e duradoura.

Antes do Fed, Powell foi pesquisador no centro de políticas bipartidárias do centro de estudos bipartidário.

Natural de Washington, sócio de 1997 a 2005 do gigantesco fundo de investimento americano Carlyle, ele é uma das pessoas mais ricas que já dirigiu o banco central.

Em suas audiências de confirmação em 2018, ele declarou uma fortuna de 18 a 55 milhões de dólares.


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