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Estado de Minas MOSCOU

Presidente de Belarus acusa UE de rejeitar diálogo sobre migrantes


22/11/2021 08:55 - atualizado 22/11/2021 09:01

O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, acusou nesta segunda-feira (22) as autoridades da União Europeia (UE) de rejeitar um diálogo com Minsk sobre o destino dos 2.000 migrantes bloqueados na fronteira com a Polônia.

"Espero uma resposta da UE sobre os 2.000 migrantes", declarou Lukashenko durante uma reunião do governo, de acordo com a agência estatal Belta.

Milhares de migrantes, em sua maioria curdos iraquianos, permaneceram bloqueados durante dias, em temperaturas próximas de zero, na floresta que marca a fronteira entre Belarus e Polônia, com a esperança de entrar em território da UE.

Quase 400 pessoas foram repatriadas na quinta-feira de avião ao Iraque, enquanto 2.000 foram levadas pelas autoridades bielorrussas para um hangar próximo da fronteira.

Lukashenko afirmou nesta segunda-feira que solicitou à UE que receba estes últimos.

"A chanceler alemã Angela "Merkel me prometeu que examinariam o problema a nível da UE", declarou o chefe de Estado bielorrusso, que conversou duas vezes por telefone durante a última semana com a líder germânica.

"Mas não estão fazendo", disse.

Os países da UE acusam Belarus de criar uma crise artificial ao levar potenciais demandantes de asilo (sobretudo do Oriente Médio) até a fronteira com a promessa de que entrariam com facilidade na UE, como uma forma de vingança pelas sanções contra o regime.

Minsk nega as acusações e critica o bloco europeu por não receber os migrantes.

De acordo com o presidente bielorrusso, as autoridades europeias se recusam a discutir o tema, apesar dos pedidos do ministro das Relações Exteriores.

"Temos que pedir aos alemães que os recebam", disse Lukashenko em referência aos migrantes.

Belarus anunciou na semana passada que Angela Merkel negociaria com a UE um "corredor humanitário" para transportar os 2.000 migrantes restantes até a Alemanha.

O governo alemão desmentiu o anúncio de Minsk.

"A ideia de que poderia existir um corredor humanitário com a Alemanha para 2.000 migrantes - falamos na semana passada - não é uma solução aceitável nem para a Alemanha nem para a UE", declarou o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert.


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