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Estado de Minas CIDADE DA GUATEMALA

Parlacen pede apoio para o Haiti, mergulhado em uma crise política e humanitária


20/11/2021 21:07

O Parlamento Centro-americano (Parlacen) exortou neste sábado (20) os países da região e a ONU a apoiarem o Haiti diante da crise política, humanitária e migratória no país, após o assassinato do presidente Jovenal Möise em julho passado.

O fórum político regional, sediado na Guatemala, pediu a este país, que ocupa a presidência temporária da organização, que gerencie junto aos Estados do Sistema de Integração (Sica) "posições comuns com vistas a concretizar ações regionais e hemisféricas que deem ajuda humanitária e alimentar para socorrer a população haitiana".

Além disso, pediu para instar a ONU e os organismos internacionais e de integração latino-americanos a "analisar a crise social, econômica, política e de segurança" que o Haiti sofre a fim de concretizar ações coordenadas com as autoridades haitianas "orientadas à reconstrução nacional deste país", acrescentou o pronunciamento.

Em 7 de julho, Möise foi assassinado em circunstâncias ainda não esclarecidas, aumentando "a violência e aprofundando a ingovernabilidade" e a "crise humanitária" no Haiti, propiciando um "êxodo de habitantes", em especial para os Estados Unidos.

Também pedem para recomendar à Comissão de Autoridades Migratórias dos países-membros do Sica concertar medidas regionais para responder ao fenômeno migratório haitiano.

Milhares de migrantes, principalmente haitianos, entram na América do Sul para depois seguir para o norte rumo aos Estados Unidos em uma travessia perigosa que inclui a floresta panamenha de Daríen.

Por esta mata virgem, de 575.000 hectares, passaram em 2021 mais de 91.000 migrantes, segundo a Migração do Panamá, um número equivalente ao total dos cinco anos anteriores.

O Parlacen, cujas resoluções não são vinculantes e funciona desde 1991, é integrado por deputados de El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá e República Dominicana. A Costa Rica é o único país da região que não faz parte do fórum.

Além disso, o Parlacen tem como observadores representantes de México, Marrocos, Porto Rico, Taiwan e Venezuela.


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