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Estado de Minas ROTERDÃ

Milhares de pessoas protestam na Europa e na Austrália contra medidas para conter a pandemia


20/11/2021 15:20

Da Austrália à Europa, milhares de pessoas mostram sua indignação neste sábado (20) com as medidas sanitárias que os governos reinstauram para tentar conter uma nova onda da pandemia do coronavírus.

A Europa está enfrentando uma nova onda de infecções por covid-19, razão pela qual vários países decidiram aumentar as restrições.

Na Áustria, o governo anunciou que vai confinar a população novamente a partir de segunda-feira (22) e que a vacinação anticovid se tornará obrigatória em fevereiro.

Em Viena, 35 mil pessoas, segundo a polícia, foram às ruas, convocadas pelo partido de extrema direita FPÖ, embora seu líder, Herbert Kickl, não compareceu porque testou positivo para o vírus.

Com faixas denunciando "a ditadura da coroa" e pedindo "não à divisão da sociedade", a multidão se reuniu no coração da capital austríaca, próximo à chancelaria.

O protesto ocorreu sob forte vigilância policial, já que as forças de segurança temiam a chegada de grupos violentos, militantes neonazistas e do movimento identitário, de extrema direita.

- Protestos na Austrália -

Na Austrália, 10.000 pessoas se manifestaram em Sydney em oposição à vacinação anticovid-19, de acordo com a polícia.

A vacinação obrigatória só é exigida em alguns estados e territórios para determinados grupos profissionais. Cerca de 85% dos australianos com mais de 16 anos estão totalmente vacinados.

Milhares de pessoas também protestaram em Melbourne e cerca de 2.000 pessoas compareceram a uma contramanifestação, uma das primeiras deste tipo desde o início da pandemia.

"Tudo o que foi feito, foi feito para salvar vidas. Quer dizer, incomodou muitas pessoas e afetou muitas pessoas, mas é uma pandemia mundial. O que mais podemos fazer?", disse Maureen Hill à AFP, referindo-se ao protesto antivacinas.

Em Rotterdam, no sudoeste da Holanda, uma manifestação contra as restrições adotadas para conter o vírus terminou em graves distúrbios na sexta-feira (19).

Durante o protesto, ocorreram incêndios em vários locais, fogos de artifício foram lançados e a polícia disparou vários tiros de advertência.

No total, 51 pessoas foram presas, e sete ficaram feridas, incluindo policiais, informaram as forças da ordem.

Apesar do cancelamento, centenas de manifestantes protestaram neste sábado em Amsterdã e cerca de 300 na cidade de Breda, que manteve a convocação.

Em janeiro, a Holanda experimentou seus piores distúrbios em quatro décadas, incluindo em Rotterdam, após a entrada em vigor do toque de recolher.

- "Orgia de violência" -

"A polícia achou necessário sacar suas armas para se defender", disse o prefeito da cidade, Ahmed Aboutaleb, a repórteres. Segundo a televisão pública holandesa NOS, duas pessoas ficaram feridas com os disparos.

Diante dessa situação "muito grave", qualificada pelo prefeito como uma "orgia de violência", as autoridades locais decidiram proibir qualquer reunião na área.

Neste sábado, os organizadores de outra manifestação planejada em Amsterdã decidiram cancelá-la. "Ontem à noite (sexta-feira) o inferno se instalou em Rotterdam", reconheceu no Facebook a organização United We Stand Europe, que atua contra as restrições sanitárias. Manter a manifestação em Amsterdã "não nos parecia justo", afirmou.

Há uma semana, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, anunciou a reintrodução de um confinamento parcial junto com uma série de restrições sanitárias, sobretudo no setor de restaurantes, para conter o número de casos de covid-19.

Os planos do governo incluem restringir o acesso de pessoas não vacinadas a alguns lugares. Na sexta-feira, o país registrou mais de 21 mil novos casos.

Por outro lado, milhares de manifestantes marcharam na capital croata, Zagreb.

Nas Antilhas Francesas, um grupo de sindicatos e organizações cívicas se mobiliza há quatro dias contra o passaporte sanitário e a vacinação obrigatória do pessoal de saúde em Guadalupe.

Na sexta-feira, a manifestação organizada terminou em violência. Na cidade de Pointe-à-Pitre, que tem muitas casas de madeira, quatro prédios pegaram fogo, segundo os bombeiros. E nas estradas, alguns manifestantes confrontaram a polícia com pedras.

Em reação a esses protestos, as autoridades anunciaram o estabelecimento de um toque de recolher entre 18h e 05h, horário local, até terça-feira. A venda de gasolina em lata também foi proibida.

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