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Estado de Minas PANDEMIA

Rússia e EUA começam a vacinar animais contra a COVID-19

Animais domésticos e que vivem em zoológicos começaram a receber as doses do imunizante; nos Estados Unidos três leopardos morreram da doença


16/11/2021 09:39 - atualizado 16/11/2021 10:37

Cachorro Dachshund toma a primeira dose da vacina contra a COVID-19, na Rússia
Dachshund toma a primeira dose da vacina contra a COVID-19, na Rússia (foto: Mikhail Tereshchenko/TASS/Getty Images)
Com mais da metade da população mundial vacinada contra a COVID-19, a Rússia e os Estados Unidos ingressaram em um novo patamar no plano de imunização. No início deste mês, ambos os países começaram a aplicar o imunizante em animais domésticos e naqueles que vivem em zoológicos. 

Apesar da doença se manifestar de forma leve nos animais, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta para a relação entre saúde animal e humana. “Hoje, mais do que nunca, podemos ver a importante conexão entre a saúde animal e a saúde humana”, declarou a entidade, através de nota. No mundo, 75% das doenças infecciosas emergentes são de origem animal. 

Cada vez que um vírus é transmitido entre espécies, a probabilidade de mutação é significativa. O objetivo do plano de vacinação animal é atenuar o risco de mutação do vírus SARS-CoV-2, além de impedir que a doença evolua para quadros mais graves em animais. 

COVID-19 em animais 


Em comparação ao número de pessoas infectadas pela COVID-19, as estatísticas no mundo animal ainda são baixas. No entanto, não podem ser ignoradas. 

Na Dinamarca, no último ano, 17 milhões de visons foram abatidos após especialistas concluirem que uma linhagem do vírus  havia passado de humanos para os animais.  Em Barcelona, na Espanha, quatro leões também foram infectados após contato com funcionários. 

Nos Estados Unidos, três leopardos-das-neves, infectados com o coronavírus, morreram da doença nesta sexta-feira (12/11). Além dos leopardos, dois tigres de Sumatra  e quatro gorilas também testaram positivo para o vírus no zoológico. 

Lincoln Children Zoo/Divulgação
Três leopardos-das-neves morrem após testarem positivo para a COVID-19 (foto: Lincoln Children Zoo)
No Brasil, um estudo realizado pelo Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) evidenciou a transmissão do vírus  SARS-CoV-2 de humanos para animais. 

Entre março e outubro de 2020, os pesquisadores acompanharam 21 pacientes testados positivos para a COVID-19 e seus animais de estimação. No caso, quase a metade dos animais também testaram positivo para a doença. 

Dos 39 animais analisados, que residiam nas casas dos 21 pacientes brasileiros, nove cachorros e quatro gatos foram infectados. De acordo com a pesquisa, a carga viral nos bichos, no entanto, é baixa e os sintomas apresentados por eles são leves, como coriza e tosse. 

Em contraponto a pesquisa brasileira, cientistas ingleses publicaram, na última semana, um novo estudo que sugere que exceções devem ser levadas em consideração. Os especialistas acompanharam um cachorro e dois gatos que foram infectados pela variante alfa do SARS-CoV-2. Ambos manifestaram miocardite, uma inflamação do músculo cardíaco. 

Até o momento, não há comprovações científicas de que animais transmitam a doença para humanos. Ao contrário, tutores infectando seus animais, já foi comprovado. 

Vacina para animais 


A Rússia foi a pioneira nas pesquisas da vacina contra a COVID-19 em animais. Batizada de Carnivac-Cov, ela foi divulgada para a comunidade científica mundial em março deste ano. A produção do imunizante começou no mês seguinte. 

Nos Estados Unidos a vacina de uso veterinário foi desenvolvida pela farmacêutica Zoetis e está em fase de teste. Desde julho, mais de 100 espécies de mamíferos abrigados em zoológicos, santuários e instituições acadêmicas começaram a receber a vacina experimental. 

No país, tigres, ursos-negros, keões da montanha, furões e ursos-pardos foram os primeiros da fila a serem vaciados. O plano de vacinação foi autorizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. 


* Estagiária sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira


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