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Estado de Minas MORTE NA TRAVESSIA

Corpo de brasileira é enterrado dois meses após morte em deserto nos EUA

O corpo da enfermeira, de 49 anos, foi encontrado no dia 15 de setembro. Ela deixou duas filhas


15/11/2021 20:20 - atualizado 15/11/2021 20:46

Foto de Lenilda dos Santos
Lenilda foi velada durante 5 horas em um ginásio de esportes em Vale do Paraíso (foto: Reprodução/GoFundMe)
O corpo da enfermeira brasileira Lenilda dos Santos foi enterrado em Vale do Paraíso, em Rondônia, dois meses depois da morte dela na fronteira do México com os Estados Unidos, após ser abandonada pelo grupo com o qual tentava entrar ilegalmente no país norte-americano.

Segundo o jornal Metrópoles, o corpo de Lenilda foi velado por 5 horas em um ginásio de esportes da cidade. O caixão saiu para o enterro carregado por pessoas segurando balões brancos.

O corpo da enfermeira, de 49 anos, foi encontrado no dia 15 de setembro. Ela deixa duas filhas. A causa da morte ainda não foi revelada.

Entenda o caso

O pessimismo em relação ao futuro do Brasil é um dos principais motivos que levam brasileiros a buscar recomeços em outros países. Foi o caso da Lenilda. Depois de se separar do marido, ela resolveu tentar uma vida nova nos Estados Unidos. Mas não deu conta da travessia e foi encontrada morta em uma área desértica no Novo México (EUA). 

Há informações de que Lenilda tentava entrar no país com três amigos de infância e outra pessoa que orientava o grupo no caminho. A travessia começou numa segunda-feira (6/9), às 4h, e, durante o percurso, a brasileira costumava mandar notícias para a família por meio de mensagens de celular e sua localização.

Em dado momento, porém, a filha percebeu que o smartphone de Lenilda não estava mudando de localização e que ela havia parado de responder as mensagens.

Os familiares da brasileira começaram a se preocupar e pediram ajuda para amigos e brasileiros nos Estados Unidos. Kleber Vilanova, que mora em Ohio e tem um empreendimento que atua na área de imigração, reforçou à polícia os pedidos por operações de busca no deserto. Ele criou uma campanha no GoFundMe para realizar o traslado do corpo da brasileira.
(Com informações de Gabriela Chabalgoity* - Correio Braziliense)


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