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Estado de Minas LIVERPOOL

Polícia britânica classifica explosão como 'incidente terrorista' e eleva alerta


15/11/2021 15:55

As autoridades britânicas classificaram, nesta segunda-feira (15), como um "incidente terrorista" a explosão de um táxi em frente a um hospital em Liverpool no domingo, elevando para "grave" o nível de alerta de potenciais ameaças ao território.

"Elevamos o nível de ameaça de importante para grave", declarou a ministra na televisão, ressaltando que a ocorrência de Liverpool foi o segundo ato considerado terrorista depois do assassinato do deputado David Amess há um mês.

Este nível de ameaça significa que o risco de um atentado é considerado "altamente provável".

Em declarações nesta segunda, o premiê Boris Johnson disse que o povo britânico "nunca se deixará intimidar pelo terrorismo".

"Nunca cederemos ante os que querem nos dividir com atos insensatos", completou.

Johnson também expressou seu apoio "a todos os afetados pelo terrível incidente em Liverpool".

"Quero agradecer aos serviços de emergência por sua rapidez na intervenção e pelo profissionalismo, e à polícia, por seu trabalho investigativo contínuo", tuitou.

Na noite de ontem, a polícia antiterrorismo informou no Twitter que "três homens de 29, 26 e 21 anos" foram detidos "no âmbito da lei de terrorismo", na zona de Kensington. Hoje, a polícia anunciou a detenção de um quarto indivíduo, de 20 anos.

As razões da explosão ainda são desconhecidas, disse o diretor da polícia antiterrorista no noroeste da Inglaterra, Russ Jackson.

- Artefato artesanal -

Os investigadores acreditam que o artefato explosivo tenha sido "fabricado" pelo passageiro, que o levou para dentro do veículo e morreu na deflagração.

O passageiro pegou um táxi na avenida Rutland, em Liverpool, e pediu para ir ao Hospital para Mulheres, a 10 minutos de carro.

A polícia revistou um domicílio nesta avenida, onde "foram encontrados artigos significativos, e mais investigações serão necessárias hoje e potencialmente nos próximos dias". Os policiais também revistaram outro endereço.

Esta manhã, o entorno da avenida continuava isolado, e um "pequeno número de casas foi evacuado por precaução", informou a polícia da Grande Manchester.

A explosão ocorreu pouco antes das 11h locais (8h em Brasília) durante as homenagens às vítimas da guerra, o "Dia da Lembrança", no Reino Unido. A apenas algumas centenas de metros dali, soldados, veteranos e o público se reuniam na cerimônia, realizada na Catedral de Liverpool.

A polícia não sabe se a explosão também tinha as celebrações como alvo. De acordo com a imprensa local, citando investigadores e amigos do taxista, uma outra versão do ocorrido é que o passageiro quis ir primeiro à catedral. Como algumas ruas estavam fechadas, o motorista teve de passar em frente ao hospital.

"Não podemos estabelecer uma conexão neste momento, mas é uma linha de investigação que estamos explorando", disse Jackson na entrevista coletiva nesta segunda-feira.

Ainda segundo ele, os investigadores acreditam ter a identidade do passageiro, mas preferem não revelá-la por enquanto.

Alguns tabloides e lideranças políticas chamaram o taxista de "herói". Ele se feriu na explosão, mas permitiu - segundo eles - evitar mortes. De acordo com a polícia, ele já deixou o hospital, onde estava sendo atendido.

"O caso ainda está sob investigação, então não posso comentar os detalhes, ou dizer exatamente que tipo de incidente foi (...), mas parece que o taxista em questão se comportou com incrível coragem", disse Johnson, durante visita a um centro médico de Londres.

A investigação está sob responsabilidade da polícia antiterrorista, com o apoio do serviço de Inteligência MI5, informou a rede BBC.

De acordo com o Daily Mail, o motorista percebeu que o passageiro era "suspeito" e trancou-o no táxi antes de fugir.

"O motorista de táxi, com seus esforços heróicos, conseguiu evitar o que poderia ser uma catástrofe terrível no hospital", afirmou a prefeita de Liverpool, Joanne Anderson, em entrevista à BBC nesta segunda.

Ela confirmou que o motorista havia "trancado as portas" do veículo.

O presidente do Partido Conservador, Oliver Dowden, aproveitou para destacar que este episódio "nos lembra que a ameaça do terrorismo não desapareceu".

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Daily Mail


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