Segundo o jornal Financial Times, que cita fontes não identificadas, o Vaticano está prestes a concluir a venda para o grupo gestor de ativos financeiros privados Bain Capital por cerca de 200 milhões de libras (US$ 270 milhões).
O montante seria cerca de 100 milhões de libras a menos do que pagou para adquiri-lo em 2014.
A compra obscura do luxuoso edifício e a rede de empresas e fundos que deixaram um rombo nas finanças da Santa Sé são o foco de um julgamento iniciado em julho pelo tribunal criminal do Vaticano, um escândalo que afeta a imagem do Igreja.
Sua aquisição, por um preço superior ao seu valor real, foi efetuada mediante pacotes financeiros altamente especulativos, por meio de dois empresários italianos residentes em Londres.
O uso imprudente de parte do dinheiro que as igrejas de todo mundo doam todos os anos para as instituições de caridade do papa também contribuiu para o escândalo.
O caso revela a falta de controle nas finanças da Santa Sé, setor no qual foi iniciada uma reforma interna que trouxe à tona os privilégios de várias entidades do Vaticano.
No que é considerado o maior julgamento por corrupção e estelionato da história do Vaticano, o cardeal italiano Angelo Becciu foi indiciado junto com um grupo de oito réus, entre empresários e funcionários da Cúria Romana.
Os réus podem pegar vários anos de prisão por fraude, peculato, extorsão, lavagem de dinheiro e abuso de poder em um escândalo que inclui cumplicidade, espionagem e paraísos fiscais.
O julgamento, com pedidos de anulação e dúvidas, está bloqueado, devido ao pedido de anulação do processo, reclamado no início de outubro pela defesa. Os advogados alegam que houve "erros" durante o processo de investigação.
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