Na tarde de hoje, foi organizado um debate urgente nesta Casa sobre as regras de conduta que demarcam o trabalho dos parlamentares, após as acusações que circulam há dias contra o governo. Não está prevista a participação de Boris Johnson.
O líder da oposição trabalhista, Keir Starmer, solicitou, no entanto, que o chefe do governo apresentasse pessoalmente suas desculpas.
"Ele tem que participar desse debate, responder por seus erros, pedir desculpas ao país e tomar medidas para reparar os danos causados", convocou.
Na semana passada, Johnson causou indignação ao dar seu apoio a uma reforma das regras parlamentares para evitar a imposição de sanções a um deputado conservador. Este político está no olho do furacão por suas atividades de lobby.
O objetivo da iniciativa era permitir que qualquer deputado acusado se defendesse e recorresse, ao mesmo tempo que evitaria que o membro do Partido Conservador Owen Paterson fosse suspenso do Parlamento.
A medida deflagrou um escândalo político, e o primeiro-ministro teve de recuar.
"O país ainda não ouviu uma palavra de arrependimento sobre suas tentativas (de Johnson) de criar uma norma para ele e seus amigos, e outra, para o resto. Tem que vir à Câmara e se desculpar", disse à rede BBC a deputada liberal-democrata Wendy Chamberlain, uma ex-policial que propôs o debate.
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LONDRES
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