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Estado de Minas INTERNACIONAL

Austrália oferece auxílio financeiro para vítimas de violência deixar parceiros


22/10/2021 20:13

O governo australiano oferece auxílio financeiro para que as vítimas de violência doméstica possam deixar os parceiros agressores. O programa teve início na terça-feira, 19, no valor mensal de 5 mil dólares australianos, cerca de 20,9 mil reais.

Segundo dados do governo, na Austrália, a cada nove dias, uma mulher é morta pelo parceiro. O benefício, no entanto, é oferecido para pessoas de qualquer gênero e pode durar até dois anos, sendo 1,5 mil dólares australianos (cerca de 6,2 mil reais) em dinheiro e o restante em pagamento de contas como aluguel, mensalidades escolares etc..

"Sabemos que as dificuldades financeiras, bem como o abuso econômico que pode interferir no trabalho ou controlar ou reter dinheiro, reduz a capacidade das mulheres de adquirir e usar dinheiro e torna difícil deixar relacionamentos violentos", disse a Ministra da Segurança da Mulher, Anne Ruston, no lançamento do programa.

"Os pagamentos vão ajudar as pessoas que precisam de apoio financeiro para sair [do relacionamento abusivo]. Sabemos que o tamanho da casa da qual uma mulher está fugindo não importa. Muitas vezes ela enfia as crianças no carro, talvez o cachorro também, e eles saem com nada mais do que as roupas do corpo", concluiu.

Opinião pública

Segundo informações da CNN World , o projeto dividiu a opinião pública. Enquanto parte da população apoia a iniciativa, algumas pessoas afirmam que a solução não aborda a raiz do problema: a violência.

"Há uma grande questão moral, ética e política aqui. Por que ela tem que passar por esse trauma e deslocamento extraordinários em sua vida, se ela não foi, de fato, quem está perpetrando o dano? Por que ela tem que ser a responsável por pegar as crianças e animais de estimação rapidamente e, possivelmente, não conseguir um lugar em um refúgio?", argumentou Mary Crooks, diretora executiva do Victorian Women's Trust.

O aumento dos crimes de violência doméstica durante a pandemia, o avanço do desemprego e as restrições de deslocamento por causa da covid-19, que impediram as mulheres de deixar suas casas, foram fatores determinantes para o programa ser lançado.


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