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Estado de Minas BANGUI

República Centro-Africana reconhece abusos cometidos por rebeldes, militares e 'instrutores russos'


01/10/2021 15:31

A República Centro-Africana reconheceu nesta sexta-feira (1º) parte das acusações da ONU sobre crimes e atos de tortura, cometidos "principalmente" por rebeldes, mas também por soldados centro-africanos e seus aliados, os "instrutores russos", anunciou o Ministro da Justiça.

As forças centro-africanas, apoiadas em particular por centenas de paramilitares russos, realizam uma ampla ofensiva contra grupos rebeldes desde dezembro de 2020.

Um grupo de especialistas das Nações Unidas expressou preocupação em março sobre "graves violações dos direitos humanos" cometidas por rebeldes, forças de segurança centro-africanas e seus aliados russos.

O Ministro da Justiça, Arnaud Djoubaye Abalene, apresentou à imprensa o relatório de uma comissão especial de inquérito ordenada pelo presidente, Faustin Archange Touadéra, após a publicação do documento da ONU.

O relatório detalha os crimes e execuções atribuídos aos rebeldes, mas não aqueles de que as forças de segurança russas e os paramilitares são acusados.

"Dos incidentes relatados, alguns são atribuíveis a instrutores russos que apoiam as forças armadas da África Central" na luta contra os rebeldes da Coalizão de Patriotas pela Mudança, uma aliança de grupos formada em dezembro de 2020 para derrubar o chefe do Estado, de acordo com o Ministro da Justiça.

Quando o relatório das Nações Unidas foi publicado, o governo centro-africano considerou essas acusações como "meras denúncias".

A Rússia só reconhece oficialmente a presença de 1.135 "instrutores desarmados", mas tanto as ONGs que atuam no território quanto a França e a ONU afirmam que alguns deles são homens do grupo de segurança privado russo Wagner, o que Moscou nega.


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