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Estado de Minas CONACRI

Líder golpista da Guiné toma posse como presidente de transição


01/10/2021 12:29

O coronel Mamady Dumbuya, que liderou o golpe de Estado do mês passado na Guiné, prestou juramento como presidente interino nesta sexta-feira (1) e prometeu respeitar os compromissos internacionais do Estado da África Ocidental durante a transição para um governo civil.

Líder do movimento que derrubou o presidente Alpha Condé em 5 de setembro, Dumbuya foi empossado perante o presidente do Supremo Tribunal, Mamadu Sylla, para um período de transição de tempo indeterminado.

O novo presidente interino se comprometeu a que nem ele nem qualquer da junta se candidatará nas futuras eleições. Os militares afirmam que elas serão organizadas após o período de transição.

A missão de seu governo é "refundar o Estado", declarou, com a elaboração de uma nova Constituição, a luta contra a corrupção, a reforma do sistema eleitoral e a organização de eleições "livres, confiáveis e transparentes".

Dumbuya não disse nada, no momento de seu juramento, sobre por quanto tempo permanecerá como líder interino.

O novo presidente prometeu também "respeitar todos os compromissos nacionais e internacionais que o país assinou".

Deposto em 5 de setembro, Condé, de 83 anos, foi o primeiro presidente eleito democraticamente na Guiné, em 2010. Reelegeu-se em 2015.

No ano passado, conseguiu aprovar uma polêmica Constituição, o que lhe permitiu disputar um terceiro mandato, em outubro de 2020. A medida gerou protestos em massa que terminaram na morte de dezenas de manifestantes.

Condé acabou reeleito, mas a oposição considerou as eleições uma farsa.

Um documento apresentado na segunda-feira (27) promete que uma nova Carta Magna será redigida, e eleições "livres, democráticas e transparentes", realizadas. Este texto também não especifica a duração da transição política.

Este foi o segundo golpe de Estado recente na região, depois do ocorrido no Mali, em menos de 13 meses.

A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) exige a realização de eleições em um prazo de seis meses, assim como a libertação de Condé.


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