Emily Claire Hari, de 50 anos, foi condenada no ano passado por cinco acusações, incluindo o ataque com bomba, destruição de propriedade religiosa e o uso da força para dificultar a celebração do culto, disse o DoJ em um comunicado na segunda-feira (13) à noite.
O texto indica que Hari - que naquele momento se identificava como homem, Michael Hari - organizou um "grupo de milícias terroristas" chamado The White Rabbits em Clarence, Illinois.
Recrutou dois homens - Michael McWhorter e Joe Morris - e em 5 de agosto atacaram o Centro Islâmico Dar al-Farooq (DAF) de Bloomington, Minnesota, a apenas 800 quilômetros de distância.
Nas primeiras horas da manhã, quando algumas pessoas se reuniam na mesquita para orar, quebraram uma janela e colocaram gasolina em contêineres e uma bomba caseira, que explodiu e deixou graves danos.
"Hari apontou a DAF especificamente para aterrorizar os muçulmanos fazendo com que acreditassem que não são bem-vindos nos Estados Unidos e que deveriam abandonar o país", alegaram as autoridades judiciais.
Em janeiro de 2019, McWhorter e Morris se declararam culpados do atentado, enquanto Hari defendeu o caso no julgamento.
Os dois cúmplices de Hari ainda não foram condenados.
"Hari tentou aterrorizar toda uma comunidade religiosa. A sentença de hoje deixa claro que esses atos de terror impulsionados pelo ódio não serão tolerados", justificou a procuradora-geral adjunta Lisa Monaco em um comunicado.
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WASHINGTON
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