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Estado de Minas BOGOTÁ

Colômbia denuncia que militares venezuelanos violaram sua fronteira


29/08/2021 21:02

Dois "militares venezuelanos armados" retiveram uma embarcação mercante na margem colombiana do fronteiriço Rio Negro (sudeste), em uma "violação flagrante" dos tratados fronteiriços, denunciou a chancelaria colombiana em um comunicado neste domingo (29).

O incidente ocorreu em 24 de agosto, quando militares venezuelanos "ocuparam de forma arbitrária uma embarcação colombiana civil em nome de 'El Guainiano' (...), que estava atracada à margem colombiana do Rio Negro", que separa o departamento colombiano de Guainía do Amazonas venezuelano, detalhou o texto.

"A intervenção oportuna da Marinha Nacional evitou que se cometessem atropelos contra os cidadãos nacionais e a perda da embarcação e das mercadorias, como já ocorreu no passado em eventos similares", acrescentou a chancelaria colombiana.

Os dois países dividem uma fronteira porosa de 2.200 km e não têm relações desde 2019, depois que Bogotá declarou apoio a Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela após considerar fraudulenta a reeleição de Nicolás Maduro um ano antes.

Segundo um boletim da Marinha da Colômbia, "depois de alguns minutos, o pessoal da Guarda Venezuelana retornou ao seu país".

A chancelaria colombiana alertou sobre a "reiteração deste tipo de atos violatórios (....) de tratados bilaterais vigentes".

A Venezuela, por sua vez, rejeitou o informe colombiano, tachando-o de "inconsistente", em uma declaração de sua chancelaria.

A nota acusa Bogotá de querer "incrementar tensões entre os países, gerando falsos conflitos em interações que podem ser resolvidas em coordenação com as autoridades locais".

A chancelaria venezuelana instou o governo colombiano a "manter contatos formais que permitam a comunicação permanente de todos os assuntos fronteiriços de forma prática e sem estridências".

"Pelas complexidades na fronteira comum, este tipo de tema exige coordenação diplomática. No entanto, a indisposição do governo da Colômbia em estabelecer canais de comunicação dificulta trabalhar de forma mais eficiente a favor da legalidade na fronteira", reforçou o comunicado.


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