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Estado de Minas WASHINGTON

EUA autoriza 3ª dose de reforço da vacina anticovid para imunodeprimidos


13/08/2021 20:55 - atualizado 13/08/2021 20:55

Os Estados Unidos autorizaram na noite desta quinta-feira (12) uma terceira dose da vacina anticovid-19 para pessoas com sistema imunológico debilitado, no momento em que o país luta contra a propagação da variante Delta.

A agência americana que regula o setor de alimentos e medicamentos (FDA, na sigla em inglês) autorizou o uso emergencial de uma terceira injeção das vacinas da e da Moderna.

"O país entrou em outra onda da pandemia da covid-19, e a FDA está especialmente consciente de que as pessoas imunodeprimidas correm um risco especial de sofrer uma doença grave", declarou a comissária em exercício da agência, Janet Woodcock, em um comunicado.

A FDA disse que esta terceira dose adicional é indicada para receptores de transplante de órgãos sólidos, ou aqueles com sistema imunológico debilitado.

As autoridades de saúde americanas estavam debatendo a possibilidade de exigir uma terceira dose, após uma medida semelhante adotada em Israel.

Alguns veículos da imprensa local sugerem que um milhão de americanos receberam a terceira dose contra o coronavírus, sem autorização, na tentativa de aumentar sua proteção contra a covid-19.

"As pessoas que estão totalmente vacinadas estão adequadamente protegidas e não precisam de uma dose adicional da vacina anticovid-19 no momento", frisou Woodcook.

Um comitê de assessoria dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) votou a favor da decisão nesta sexta e a agência publicou posteriormente sua recomendação para a aplicação de uma terceira dose em profissionais de saúde.

As pessoas que receberam a vacina de dose única da Johnson & Johnson não foram incluídas na decisão do comitê por falta de informação disponível.

- Apelo pela moratória de reforço

No início deste mês, os Estados Unidos rejeitaram um pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela interrupção da vacinação de reforço, para ajudar a compensar a desigualdade na distribuição de doses entre os países ricos e os países pobres.

Mais de 619.000 pessoas morreram nos Estados Unidos de covid-19, e o número de casos aumentou de forma considerável nos últimos meses, devido à propagação da variante Delta.

O programa de vacinação do país se desacelerou, sobretudo, nas regiões politicamente conservadoras do Sul e do Centro-Oeste, assim como entre os mais jovens, a população de baixa renda e as minorias raciais.

No entanto, nesta semana as autoridades se vangloriaram pelos recentes avanços, já que meio milhão de pessoas se vacinam todos os dias e a aceitação da vacina melhorou entre os adolescentes e em lugares conflitantes como Luisiana, Alabama e Mississippi.

Após a decisão da FDA, o diretor-geral da Moderna, Stephane Bancel, considerou "promissor" o fato de estudos terem comprovado que uma terceira dose pode ajudar as pessoas imunossuprimidas.

As vacinas contra a covid-19 são gratuitas e estão amplamente disponíveis nos Estados Unidos, mas apenas metade da população está totalmente imunizada.

"No momento, para além dos imunodeprimidos, não vamos dar reforço nas pessoas", disse o principal conselheiro para covid-19 nos Estados Unidos, dr. Anthony Fauci, em entrevista à emissora de televisão NBC na quinta-feira.

"Mas vamos fazer um monitoramento muito cuidadoso e, se for necessário, estaremos preparados para dar (...) inevitavelmente haverá um momento em que teremos que dar reforços", completou.

As autoridades sanitárias querem verificar se os níveis de proteção dos grupos populacionais que se vacinaram primeiro minguaram com o tempo.

Em julho, o presidente Joe Biden anunciou que todos os funcionários públicos federais têm de estar vacinados, ou apresentar exames que mostrem que não foram infectados com o coronavírus, enquanto o país sofre um aumento das internações.

Neste momento, o país registra, em média, 100.000 contágios por dia, um nível que não se via desde a onda do inverno (verão no Brasil), devido à propagação da variante delta.


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