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Estado de Minas NOVA YORK

Nova York exigirá certificado de vacinação para restaurantes, shows e academias

'Se você foi vacinado, você tem a chave. Mas se você não for vacinado, infelizmente, não poderá participar de muitas atividades', disse o prefeito da cidade


03/08/2021 15:07 - atualizado 03/08/2021 15:47

Nova York é a primeira cidade americana a adotar o 'certificado sanitário' no combate à COVID-19(foto: Ed Jones/AFP)
Nova York é a primeira cidade americana a adotar o 'certificado sanitário' no combate à COVID-19 (foto: Ed Jones/AFP)
Um certificado de vacinação será exigido em Nova York para entrar em restaurantes, academias e locais de entretenimento, anunciou nesta terça-feira (3) o prefeito democrata Bill de Blasio, tornando sua cidade a primeira nos Estados Unidos a criar um passe sanitário.

O dispositivo, denominado "Key to NYC pass", "exigirá a vacinação de funcionários e clientes de restaurantes fechados, academias e salas de espetáculos", explicou o prefeito durante coletiva de imprensa, especificando que seria necessária "pelo menos uma dose" de vacina.

"Se você foi vacinado (...), você tem a chave, pode abrir a porta. Mas se você não for vacinado, infelizmente, não poderá participar de muitas atividades", acrescentou Bill de Blasio.

Ele especificou que o dispositivo seria lançado em 16 de agosto, mas que as primeiras verificações para aplicá-lo aconteceriam a partir de 13 de setembro.

Nas últimas duas semanas, o prefeito e o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, multiplicaram os anúncios para fortalecer a vacinação de funcionários e recomendar o uso de máscaras, diante do aumento do número de casos de COVID-19 devido à variante Delta.

Em Nova York, cidade com mais de 8 milhões de habitantes, 71,8% dos adultos receberam pelo menos uma dose da vacina, segundo dados da prefeitura.

Há alguns dias, Cuomo anunciou que o estado de Nova York vai exigir que todos os profissionais da saúde que tenham contato com o público e todos os funcionários federais apresentem um certificado de vacinação, ou façam testes semanais de detecção do vírus.

As medidas chegam em um momento em que os Estados Unidos tentam aumentar as taxas de vacinação, que se estagnaram consideravelmente nos últimos meses, apesar de o país ter a maior oferta de doses do mundo.

A nova onda de infecções eleva o número de hospitalizações para níveis observados no verão boreal passado. Os hospitais apresentam uma média de 6.200 atendimentos diários por COVID-19, enquanto as mortes beiram as 300 por dia.

Muitos sindicatos e críticos das disposições se pronunciaram contra as vacinas obrigatórias, citando argumentos de liberdade pessoal.

Com quase um mês de atraso, o país alcançou na segunda-feira (2) a meta do presidente Joe Bien de que pelo menos 70% dos adultos tenha recebido ao menos a primeira dose da vacina. A data original era um festivo 4 de julho, Dia da Independência americana.

A queda das taxas de vacinação é observada especialmente em regiões politicamente conservadoras do sul e centro-oeste e entre os mais jovens, pessoas com rendas mais baixas e minorias raciais.

Na semana passada, o governo Biden anunciou que os trabalhadores federais precisarão se vacinar ou fazer testes de detecção regulares, seguindo passos semelhantes aos adotados na Califórnia e em Nova York.

No setor privador, grupos como Disney e Walmart implementaram novos requisitos e incentivos para que seus funcionários se vacinem.


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