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Estado de Minas CANNES

América Latina ganha protagonismo em Cannes com 'Memória', na disputa pela Palma


15/07/2021 12:00

Presente este ano na competição de Cannes, a América Latina ganha destaque nesta quinta-feira (15) com "Memória", um filme símbolo do paradigma do cinema mais atual: gravado na Colômbia, produzido também pelo México, protagonizado pela britânica Tilda Swinton e dirigido por um tailandês premiado.

O filme de Apichatpong Weerasethakul, Palma de Ouro em 2010 por "Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas", estreia na reta final da competição, cujo júri anunciará no sábado os premiados.

Junto com Swinton, participam a francesa Jeanne Balibar, os colombianos Juan Pablo Urrego e Elkin Díaz e o mexicano de origem espanhola Daniel Giménez.

"Tem um toque de melancolia e uma espécie de suspense", disse à AFP o diretor, sobre seu primeiro filme gravado fora da Tailândia, em inglês e espanhol.

A história se concentra em uma cultivadora de orquídeas que visita sua irmã doente em Bogotá. Alguns sons estranhos, como estrondos, que apenas ela escuta, impedem-na de descansar.

Começa, então, uma busca para encontrar a origem do fenômeno misterioso, em uma viagem sensorial e contemplativa que a levará para a floresta.

"Para mim, a realização de um filme, a experiência de assistir a um filme, é como um sonho, como uma imersão", declarou o cineasta, de 50 anos.

Ele foi para a Colômbia em 2017, para um festival de cinema, e ficou quatro meses por lá, como contou ao jornal francês Le Monde na semana passada.

"Me interessa muito a cultura latino-americana e, obviamente, a floresta amazônica", afirmou.

Ao longo destes meses, viajou muito. "Minha primeira intenção era ir para a Amazônia, mas me sentia tão fascinado pelas cidades e pelas pessoas que, até o momento, esse sonho ainda não foi realizado", acrescentou.

À margem de outras duas coproduções mexicanas, o musical "Annette" e "Bergman Island", com Tim Roth, "Memória" é o único selo latino-americano de longa-metragem.

Entre os curtas, dois brasileiros competem pela Palma de Ouro.

Em "Sideral", Carlos Segundo narra, com ironia e uma certa ternura, a fuga de uma faxineira... para o espaço. Ela foge em um foguete que decola do Brasil e, quando seu esposo e as autoridades se dão conta, já é tarde demais. Terão de esperar dois anos pelo seu retorno.

"Céu de Agosto" é uma "reflexão sobre o que significa ser brasileiro agora" e um "questionamento sobre o futuro", disse sua diretora Jasmin Tenucci.

Esta exploração se dá pela história de uma jovem grávida e angustiada com a saúde de seu bebê, em meados de agosto de 2019, quando uma imensa nuvem de fumaça escureceu, de repente, a cidade de São Paulo. Sua origem: os incêndios da Amazônia, que ardiam há mais de uma semana.


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