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Estado de Minas LONDRES

Vagas em aberto e quarentenas complicam recuperação no Reino Unido


15/07/2021 10:46

A situação do mercado de trabalho melhora no Reino Unido, mas a reativação está se tornando um pesadelo para muitas empresas, que enfrentam um grande número de vagas não preenchidas e funcionários forçados a cumprir quarentena, devido à covid-19.

A reativação de muitos setores com a suspensão das restrições está causando problemas de contratação, como mostra o aumento das vagas em aberto. Foram 862 mil postos entre abril e junho, um aumento de 38,8% em um trimestre.

Seu número supera agora o nível do primeiro trimestre de 2020, antes da pandemia, e se situa no máximo registrado desde 2018, informou o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (15).

Os setores mais afetados são "hotelaria e restauração, seguidos de atacado e varejo", destaca Darren Morgan, do ONS.

Para a organização patronal CBI, "é outro sinal de que a demanda está voltando e de que se está criando emprego", de acordo com Matthew Percival, um de seus diretores.

O emprego caiu, assim, para 4,8% no trimestre que vai até o final de maio, uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao período dezembro-fevereiro.

Ele alerta, porém, que "a capacidade das empresas de atender a essa demanda e sustentar a recuperação se complica pela escassez de mão de obra.

Com o forte aumento de casos de covid-19, devido à variante Delta, "as empresas estão tendo de lidar com funcionários obrigados a se isolar". Trata-se de casos de contato, apesar de não apresentarem sintomas.

De acordo com o Financial Times, mais de 700 funcionários da fábrica da Nissan em Sunderland, no norte da Inglaterra, encontram-se em quarentena no momento. A produção está há várias semanas interrompida, pela falta de mão de obra, acrescenta o jornal.

Procurado pela AFP, o grupo disse que "a produção nesta parte da fábrica foi ajustada" para levar em consideração "o pessoal, ao qual foi solicitado que se isole".

Na hotelaria, um em cada cinco funcionários tem de ficar em quarentena, e a situação pode piorar, advertiu na terça-feira a diretora-geral da federação do setor, Kate Nicholls.

Para as pequenas e médias empresas (PMEs) do setor, "se você perde um ou dois funcionários, não tem gente suficiente para abrir e, claro, isso tem consequências enormes", completou.

A proporção é a mesma no varejo, segundo Helen Dickinson, diretora-geral da federação do setor.


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