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Estado de Minas LOS ANGELES

Batalha legal de Britney Spears retorna ao tribunal de Los Angeles


14/07/2021 20:00 - atualizado 14/07/2021 20:05

Três semanas depois que Britney Spears pediu o fim de sua tutela "abusiva", a batalha legal da cantora pop retorna a um tribunal de Los Angeles nesta quarta-feira (14).

Spears deu um testemunho explosivo em 23 de junho, no qual implorou a um juiz da Califórnia que acabasse com a tutela legal que seu pai exerce sobre ela desde 2008, e que pudesse escolher seu próprio advogado.

O áudio com o emocionante depoimento de 20 minutos vazou e circulou nas redes sociais, aumentando o interesse mundial por um caso que já era tema da frenética campanha #FreeBritney (Libertem Britney) por parte de seus fãs, que nesta quarta novamente esperavam em frente ao tribunal.

Não se sabe se Spears, de 39 anos, se dirigirá ao tribunal diretamente desta vez, mas pelo menos 10 audiências de petições separadas e mais cinco itens estão no dossiê, de acordo com o site do Tribunal Superior do Condado de Los Angeles.

Desde sua queixa no mês passado, muitas das figuras centrais da complexa e polêmica rede criada para administrar seus assuntos pessoais e profissionais se distanciaram.

O advogado designado para a artista desde 2007, Samuel Ingham, pediu para ser removido do caso. O mesmo fez a empresa de gestão financeira que assumiu o controle do patrimônio de Spears juntamente com seu pai, Jamie, que continua no comando apesar de uma petição contrária apresentada no ano passado.

O empresário de longa data de Spears, Larry Rudolph, também se demitiu.

Todos os três homens foram duramente criticados por Spears no mês passado: "Meu pai e todos os envolvidos nesta tutela e na minha administração, que tiveram um papel muito importante em me punir quando eu disse 'não' (...) deveriam estar na cadeia".

- #FreeBritney -

Seu testemunho convincente atraiu amplo apoio, de fãs cantando fora do tribunal, mas também de colegas como Christina Aguilera e Madonna.

Spears disse ao tribunal que foi impedida de remover seu DIU, um método contraceptivo, apesar de querer ter outro filho, e que estava recebendo medicamentos que a faziam se sentir "bêbada".

Ela também afirmou que foi forçada a fazer shows sob ameaça e que não tinha permissão nem para trocar de roupa de forma privada ou dirigir seu próprio carro.

"Eu só quero minha vida de volta. Já se passaram 13 anos, já chega", declarou Spears na audiência.

Em uma pequena manifestação em Washington, Patrick Thomas, de 34 anos, líder do grupo recém-criado Free Britney America, chamou a situação da cantora de "arcaica".

"Não se trata apenas de Britney. É sobre todas as outras pessoas que estão presas em uma situação como essa, o que eu chamaria de prisão. E o que ela mesma descreveu como uma situação de abuso e tráfico", explicou Thomas, cujo grupo está pressionando por uma audiência no Congresso e pela supervisão federal das tutelas.

- "Escolher meu próprio advogado" -

Não se sabe publicamente o que será resolvido ou solicitado nesta quarta-feira. Mas no início deste mês, a mãe de Spears, Lynne, entrou com um pedido para que sua filha pudesse escolher seu próprio advogado após a renúncia de Ingham.

O site de celebridades TMZ informou na terça-feira que a cantora está em negociações com o advogado de Hollywood Mathew Rosengart, que concordou em representá-la.

Rosengart, um ex-promotor federal que já representou nomes como Steven Spielberg e Sean Penn, deve comparecer ao tribunal na quarta-feira. O advogado não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da AFP.

Se a juíza aprovar sua nomeação, espera-se que Rosengart peça a remoção de Jamie Spears do controle da fortuna de sua filha e, em algum momento, o fim total da guarda.

"Eu realmente não tive a oportunidade de escolher pessoalmente meu próprio advogado. E gostaria de poder fazer isso", disse Spears ao tribunal no mês passado.

A juíza Brenda Penny deve aprovar os pedidos de demissão de Ingham e da empresa Bessemer Trust.

Spears é atualmente responsável por pagar as contas legais de ambas as partes, incluindo as altas taxas cobradas por advogados que se opõem a ela tomar suas próprias decisões.

A audiência de quarta-feira não poderá ser acompanhada online após a experiência com a anterior, vazada após ter sido disponibilizada para transmissão de acordo com os protocolos pela pandemia.


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