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Estado de Minas WASHINGTON

Biden fala para haitianos 'se unirem'


12/07/2021 16:58

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta segunda-feira (12) aos haitianos para "se unirem" e a Casa Branca anunciou não ter descartado o envio de tropas após pedido do Haiti.

"Os líderes políticos precisam se unir", afirmou Biden a repórteres.

"Os Estados Unidos estão prontos para continuar fornecendo assistência e teremos mais para vocês à medida que avançarmos", disse ele, sem maiores detalhes.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, declarou a jornalistas que a delegação de funcionários da lei e da segurança nacional americana que visitaram o Haiti no domingo observou a instabilidade do país após o assassinato do presidente Jovenel Moise.

"O que ficou claro com a viagem deles é que falta clareza sobre a futura liderança política", acrescentou Psaki.

Ela afirmou que o pedido do Haiti para que tropas dos EUA sejam posicionadas para prover segurança "ainda está em análise".

Questionada se a Casa Branca descartou o envio dos militares, ela respondeu que "não".

A delegação americana representando os Departamentos de Justiça, Segurança Interna e Estado, além do Conselho de Segurança Nacional, se reuniu com altos funcionários haitianos, informou a porta-voz do NSC, Emily Horne.

"A delegação examinou a segurança da infraestrutura crítica com funcionários do governo haitiano e se reuniu com a polícia nacional do Haiti, que está conduzindo a investigação sobre o assassinato", ressaltou.

Eles também se reuniram com os principais líderes políticos haitianos, incluindo o primeiro-ministro interino Claude Joseph e o presidente do Senado, Joseph Lambert, "para encorajar um diálogo aberto e construtivo para chegar a um acordo político que permita ao país realizar eleições livres e justas".

Horne disse que a equipe americana expressou apoio "ao governo haitiano, que busca justiça neste caso, e afirmou o apoio dos Estados Unidos ao povo do Haiti neste momento desafiador".

De acordo com as autoridades haitianas, um esquadrão de ataque formado por 28 homens - 26 colombianos e dois americanos - matou o presidente em sua casa, ferindo também sua esposa.

Até agora, 17 suspeitos foram presos e pelo menos três mortos.

Mas nenhuma motivação para o crime é publicamente conhecida e há dúvidas sobre quem pode ter planejado o assassinato.


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