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Estado de Minas ADIS ABEBA

Partido do primeiro-ministro tem ampla maioria nas eleições da Etiópia


10/07/2021 17:41 - atualizado 10/07/2021 17:43

O partido no poder na Etiópia venceu as recentes eleições parlamentares por grande maioria, anunciou a Comissão Eleitoral neste sábado (10), abrindo caminho para um novo mandato para o primeiro-ministro Abiy Ahmed.

"Essas eleições serão consideradas históricas", declarou Abiy no sábado à noite em um comunicado publicado no Twitter.

O jovem primeiro-ministro, de 44 anos, acrescentou que seu Partido da Prosperidade (PP) estava "feliz por ter sido escolhido pela vontade do povo para governar o país".

A eleição de 21 de junho marcou a primeira vez que Abiy enfrentou o eleitorado desde que foi nomeado primeiro-ministro em 2018, após anos de protestos antigovernamentais.

Abiy, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2019, esperava ganhar o apoio popular nas urnas para seu programa de reformas econômicas e operações militares.

Segundo a Comissão Eleitoral, o Partido da Prosperidade conquistou mais de 420 cadeiras, das 436 que compõem o Parlamento.

No entanto, será preciso realizar uma recontagem em três distritos eleitorais e repetir a votação em dez deles, de acordo com vários documentos enviados pela Comissão.

As eleições coincidiram com um conflito na região etíope de Tigré, no norte, onde o primeiro-ministro lançou uma operação militar em novembro para expulsar o governo regional, rebeldes em relação ao Executivo federal.

Essa intervenção manchou a reputação de Abiy internacionalmente e, de acordo com a ONU, fez com que mais de 400.000 pessoas passassem fome e deixou 1,8 milhão à beira da fome.

As eleições tiveram que ser adiadas duas vezes, a primeira devido à pandemia do coronavírus e, a segunda, para ter mais tempo para sua organização.

No entanto, essas eleições legislativas e regionais não puderam ser realizadas em um quinto dos distritos, por razões de segurança e logística. Agora, espera-se que as eleições sejam realizadas na maioria desses distritos em 6 de setembro.

Por outro lado, não há data definida para os 38 distritos do Tigré, onde os combates, marcados por múltiplas atrocidades, duraram oito meses até a retirada das tropas federais no final de junho, antes do avanço dos rebeldes, que incitou o governo de Abiy a declarar um cessar-fogo unilateral.


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