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Estado de Minas GENEBRA

Colônias israelenses são 'crimes de guerra', diz especialista da ONU


09/07/2021 15:25

O relator da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos Territórios Palestinos ocupados na sexta-feira (9) pediu que as colônias israelenses fossem classificadas como "crimes de guerra".

Apresentando seu último relatório ao Conselho de Direitos Humanos (CDH) em Genebra (Suíça), Michael Lynk afirmou que os assentamentos israelenses nos territórios palestinos constituem uma "violação da proibição absoluta de implantação de colonos".

"A comunidade internacional chamou essa prática de crime de guerra quando aprovou o Estatuto de Roma em 1998", disse ele em um comunicado à imprensa.

Lynk é autorizado pelo HRC, mas não fala em nome das Nações Unidas.

O relator pediu à comunidade internacional que avalie as "numerosas medidas" possíveis para responsabilizar Israel, a nível diplomático e jurídico.

Chegou a hora, disse ele, "de fazer Israel entender que sua ocupação ilegal e seu desrespeito ao direito internacional e à opinião internacional não podem ser gratuitos".

Israel, que não reconhece o mandato de Lynk e nunca lhe deu acesso aos Territórios Palestinos, não participou das discussões.

O especialista, que é cidadão canadense, ressaltou que muitas resoluções da ONU classificaram a colonização nos Territórios Palestinos como ilegal.

A Cisjordânia é um território palestino ocupado por Israel desde 1967 e todos os assentamentos israelenses lá são considerados ilegais pelo direito internacional.

A colonização israelense nos Territórios Palestinos experimentou um avanço nos últimos anos sob o impulso do ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e após a chegada de Donald Trump à Casa Branca.

Segundo o especialista da ONU, Jerusalém Oriental, o setor palestino da cidade, ocupado e anexado por Israel, e a Cisjordânia ocupada têm cerca de 300 colônias, onde vivem mais de 680 mil colonos.


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