Em nota, o Ministério da Informação informou que "decidiu restringir o acesso à fonte de Internet nn.by", o endereço de Nacha Niva, no âmbito de uma lei que restringe a difusão de algumas informações.
O site deste histórico veículo de oposição em idioma bielorrusso não estava acessível nesta quinta-feira, nem mesmo do exterior, confirmou a AFP.
"Não temos contato com alguns dos nossos funcionários, incluindo o editor-chefe, Egor Martinovich. É possível que seja preso, já que há leitores informando que a polícia está no prédio onde fica a redação", afirmou o Nacha Niva em seu canal no aplicativo Telegram.
Pouco depois, a esposa de Martinovich, Adaria Guchtyn, confirmou pelo Facebook a prisão de seu marido.
As autoridades bielorrussas mantêm nos últimos meses a repressão ao movimento de protesto que surgiu em agosto de 2020 contra a reeleição, acusada de fraudulenta, do presidente Alexander Lukashenko.
Dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas, até o movimento ser duramente reprimido.
A perseguição do governo também atinge os veículos de imprensa que cobriram as manifestações.
No final de maio, o governo prendeu o jornalista Roman Protasevich, após interceptar o avião de passageiros em que ele viajava no espaço aéreo de Belarus. Protasevich foi editor-chefe do Nexta, site que teve papel central nos protestos, ao divulgar as palavras de ordem das manifestações.
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MOSCOU
Belarus bloqueia acesso a importante meio digital da oposição
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