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Estado de Minas WASHINGTON

EUA, México e Canadá minimizam tensão no primeiro ano do TMEC


30/06/2021 21:09

Estados Unidos, México e Canadá brindaram nesta quarta-feira o primeiro aniversário do tratado de livre-comércio entre os três países (TMEC), classificando a tensão recente como normal.

"Esse acordo é baseado em relações, e elas são dinâmicas", declarou a representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, às vésperas de se completar um ano da entrada em vigor do acordo. "A forma como interagimos, os mecanismos que temos para a cooperação, para construirmos juntos, mas também para administrar nossos atritos, é um processo contínuo", acrescentou, durante um fórum organizado pelo think tank Wilson Center.

O novo acordo, que entrou em vigor em 1º de julho de 2020, substituiu o Nafta, de 1994, atualizando as disposições sobre propriedade intelectual, bem como sobre proteção trabalhista e ambiental. Segundo especialistas, a integração comercial dentro do bloco ainda não é tão sofisticada quanto na União Européia, mas são atribuídos ao novo acordo milhares de empregos recentes na indústria automobilística nos Estados Unidos e bilhões de dólares em comércio de máquinas, agricultura e energia.

Segundo Katherine Tai, o bloco pode servir de baluarte contra a concorrência desleal de outras regiões. Ela pediu aos governos que trabalhem juntos para combater a importação de bens que envolvam trabalho forçado. "O acordo nos ajudará a promover a competitividade da América do Norte e a responder às políticas de economias que não são de mercado, que prejudicam nossos negócios e nossos trabalhadores", acrescentou.

- 'Hambúrguer de três lados' -

A ministra de Comércio Internacional do Canadá, Mary Ng, também se concentrou nos benefícios do TMEC, citando como exemplo um projeto bem-sucedido entre as três nações para fabricar ventiladores durante a pandemia. Mas ela optou por "um hambúrguer trilateral" para descrever a relação entre Canadá, Estados Unidos e México.

"É um hambúrguer onde a carne vem de Alberta, mas é processada nos Estados Unidos, o pão é assado no México com trigo canadense, a alface é da Califórnia e os tomates são mexicanos", explicou. "É assim que nossas economias estão conectadas no básico, mas também no mais complexo. Haverá percalços no caminho, mas eles são apenas trampolins para o sucesso."

A secretária de Economia do México, Tatiana Clouthier, também elogiou os benefícios do TMEC. Ela destacou o dinamismo que o mesmo representou para a economia mexicana apesar da pandemia, e disse que isso permitiu ao México se posicionar como principal parceiro comercial dos Estados Unidos e terceiro do Canadá. "Se trabalhamos como aliados em uma frente comum, podemos prosperar", ressaltou.

Tatiana ressaltou o compromisso do governo de Andrés Manuel López Obrador com a reforma trabalhista mexicana, um tema de grande interesse para Washington, que deseja garantir que não haja concorrência desleal com os trabalhadores americanos. Além disso, disse que as prioridades do pacto incluem uma integração maior na economia digital.

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