Em um comunicado, as instituições diplomáticas dos três países, junto às da Austrália, Islândia e Nova Zelândia, afirmaram "o direito humano inerente de cada indivíduo."
"Infelizmente, as pessoas LGBTQI+ em todo o mundo continuam enfrentando a violência, o assédio e a discriminação simplesmente por serem quem são", diz a nota.
As forças de ordem "frequentemente fazem vista grossa para o discurso e os crimes de ódio que ainda prevalecem em muitos países", continuou a nota.
A embaixada dos Estados Unidos compartilhou uma foto em sua conta do Twitter na qual aparece o embaixador John Sullivan, que retornou recentemente para Moscou, erguendo uma bandeira do arco-íris em frente ao seu prédio.
Na quinta-feira, Sullivan retomou suas funções em Moscou após uma cúpula entre Estados Unidos e Rússia destinada a reduzir as tensões.
As embaixadas britânica e canadense também publicaram fotos de bandeiras do arco-íris exibidas em suas sedes.
Em junho passado, a embaixada dos Estados Unidos ergueu uma bandeira do arco-íris em frente ao seu edifício, provocando piadas do presidente russo Vladimir Putin, que sugeriu que refletissem sobre a orientação sexual dos diplomatas.
Embora a Rússia tenha descriminalizado a homossexualidade em 1993, a intolerância geral com a comunidade LGBTQI+ permanece no país, impulsionada pelas políticas do governo.
A Rússia aprovou em 2013 uma lei que proíbe a "propaganda" das relações homossexuais, e que foi usada como pretexto para proibir os eventos do orgulho e a exibição de bandeiras do arco-íris.
A Hungria adotou, na semana passada, uma lei que proíbe a "promoção" da homossexualidade entre menores, norma que seus críticos compararam com a legislação russa da "propaganda gay".
No ano passado, a Rússia acrescentou à sua Constituição que o casamento é a união de um homem e uma mulher.
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MOSCOU
Embaixadas ocidentais exibem bandeiras do arco-íris em Moscou
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