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Estado de Minas ARGEL

Ativistas são presos em escalada de repressão na Argélia, denunciam ONGs


24/06/2021 21:02

Ativistas do movimento opositor argelino Hirak, entre eles professores universitários, foram presos nesta quinta-feira ou colocados sob controle judicial, em meio à escalada da repressão, denunciaram organizações de defesa dos direitos humanos.

Entre as pessoas colocadas sob controle judicial estão a professora aposentada Fatiha Briki e os professores universitários Sara Ladoul, Mehanna Abdesselam e Mohamed Yagouni, segundo a Liga Argelina pelos Direitos Humanos (LADDH). Os quatro fazem parte do Comitê Nacional pela Libertação dos Detidos (CNLD).

Não foram divulgados detalhes sobre as acusações, mas, segundo advogados presentes ao seu comparecimento ante um tribunal de Argel, as discussões giraram em torno da ajuda financeira recolhida em favor dos detidos e suas famílias.

Criado em 2019, o CNLD é uma associação de apoio que registra os presos por crimes de opinião e milita pela libertação dos mesmos. O comitê é considerado uma fonte de informação confiável sobre a repressão na Argélia.

As perseguições judiciais fazem parte de uma onda de repressão geral que tem como objetivo destruir o Hirak, um movimento opositor pacífico que surgiu em 2019 para exigir uma mudança radical no sistema de governo do país.

A perseguição se intensificou nos últimos meses, ao se aproximarem as eleições legislativas, com a proibição de passeatas do Hirak e o aumento dos processos judiciais contra opositores, principalmente jornalistas e estudantes universitários.

Pelo menos 273 pessoas encontram-se atualmente detidas na Argélia, informou hoje a Anistia Internacional (AI), em comunicado no qual denuncia "a escalada da repressão contra os ativistas do Hirak" no mês anterior à votação de 12 de junho.

A AI alertou para uma emenda recente ao código penal que amplia a definição de terrorismo e que, segundo a organização, revela a determinação das autoridades em "reduzir seus adversários pacíficos ao silêncio e dizimar a oposição política".

Mais de 80 organizações argelinas e internacionais procuraram recentemente o Conselho de Direitos Humanos da ONU para denunciar "a escalada repressiva" na Argélia e "a criminalização incessante das liberdades fundamentais".


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