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Estado de Minas BOGOTÁ

Quase 2.000 venezuelanos foram assassinados na Colômbia entre 2015 e 2020, diz ONG


23/06/2021 20:42

Ao menos 1.933 migrantes venezuelanos foram assassinados e outros 836 foram "dados como desaparecidos" entre 2015 e 2020 na Colômbia, o principal receptor desta população, denunciou nesta quarta-feira (23) a ONG Consultoria para os Direitos Humanos e o Deslocamento (CODHES).

"Enquanto a taxa de homicídio nacional vem decrescendo de forma sustentável (...), a taxa de homicídios da população venezuelana cresceu e é 2,8 vezes maior", adverte a organização em um relatório intitulado "Situação dos direitos humanos da população refugiada e migrante venezuelana na Colômbia".

O documento, elaborado a partir de cifras oficiais e denúncias coletadas pela organização, adverte que "a situação de irregularidade de uma parte importante da população (....) a levou a enfrentar contextos de discriminação, xenofobia ou estigmatização".

Cerca de 1,8 milhão de venezuelanos estão na Colômbia, que iniciou em março a regularização de quase um milhão deles. O governo espera entregar ao final do ano um documento que dá aos migrantes irregulares um prazo de dez anos para adquirirem vistos de residência.

Sem relações diplomáticas, os dois países compartilham uma porosa fronteira de 2.200 quilômetros.

A ONG também adverte sobre a violência sexual que afeta esta população: 2.319 venezuelanos foram alvo de agressões deste tipo entre 2015 e 2020, a maioria mulheres menores de idade.

O êxodo venezuelano é considerado a segunda pior crise migratória do mundo: segundo a ONU, 5,6 milhões de pessoas fugiram do país petroleiro, que está em recessão econômica há oito anos e cuja crise política se agravou em janeiro de 2019, quando o líder opositor Juan Guaidó, que na ocasião era presidente do Parlamento, se declarou presidente interino.

Um grupo de mais de 30 países encabeçado por Canadá, Alemanha e Estados Unidos se comprometeu na semana passada a doar mais de 1,5 bilhão de dólares para responder a esta crise.


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