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Estado de Minas LONDRES

Bitcoin ressurge depois de cair abaixo de US$ 30.000


22/06/2021 18:59 - atualizado 22/06/2021 19:03

O valor do bitcoin variou fortemente nesta terça-feira (22): após cair abaixo dos US$ 30.000 pela primeira vez em cinco meses, afetada pelas medidas na China para regular este mercado descentralizado, a criptomoeda ressurgiu antes do fechamento da rodada.

Por volta das 20h30 GMT (17h30 em Brasília), o bitcoin era vendido por 32.674 dólares (+0,17%), após ter caído para US$ 29.624 às 12h30 GMT, seu valor mais baixo desde janeiro.

A volátil criptomoeda segue em alta de 12% desde o início do ano, mas sua cotação atual está longe de seu máximo histórico, alcançado em meados de abril (US$ 64.870).

"As preocupações com as medidas de ajuste do governo chinês e o medo que a aceitação do bitcoin e de outras criptomoedas chegue com atraso por seu impacto no meio ambiente estão pesando no mercado", disse Fawad Razaqzada, analista da ThinkMarkets.

O governo chinês está fazendo uma campanha para conter a indústria de mineração de bitcoins, que é como esse mercado denomina os computadores que fazem a criptomoeda funcionar, descentralizada, aprovando as transações e criando novas unidades.

Segundo ex-produtores de criptomoedas, os fornecedores de energia na província chinesa de Sichuan receberam a ordem de interromper o fornecimento de eletricidade para essas empresas até domingo.

"Esta posição é um novo golpe duro para o mercado", afirmou Timo Emden, analista especializado em criptomoedas.

"A importância da China para a indústria é, agora, suscetível de diminuir rapidamente", completou.

A primeira criptomoeda começou o ano, porém, no acelerador.

Desde o final de 2020, o bitcoin vem ganhando o interesse de cada vez mais investidores institucionais, como os bancos de Wall Street e grupos industriais como a fabricante de veículos Tesla.

Além disso, alguns investidores individuais veem a criptomoeda como um bom meio de aplicar parte de suas economias feitas durante a pandemia.

Com isso, o mercado de criptomoedas - cujo maior ativo ainda é, de longe, o bitcoin - cresceu a até quase US$ 2,5 trilhões em meados de maio.

Desde então, contudo, as medidas do governo chinês e as críticas que tem despertado pelo enorme uso de energia elétrica por parte de sua rede fizeram a criptomoeda perder popularidade.


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