Publicidade

Estado de Minas LIMA

Keiko Fujimori insiste em irregularidades na eleição presidencial no Peru


17/06/2021 16:36

Keiko Fujimori insistiu nesta quinta-feira (17) em "irregularidades" contra ela na eleição presidencial do Peru em 6 de junho, enquanto o júri eleitoral avança lentamente para resolver os milhares de pedidos de contestação de votos antes de proclamar o vencedor.

"Há claras denúncias de irregularidades, de manipulação por membros do Peru Livre", partido de seu rival de esquerda Pedro Castillo, disse a candidata de direita em coletiva de imprensa realizada na sede de seu partido, o Força Popular, em Lima.

"O que buscamos é saber a verdade, esse é o chamado que fazemos ao Júri Nacional Eleitoral", acrescentou Fujimori sem fornecer provas conclusivas.

A filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori alega que nas mesas eleitorais os representantes do Peru Livre teriam alterado votos e substituído eleitores com assinaturas falsas.

"A lista de eleitores foi solicitada ao Gabinete Nacional de Processos Eleitorais" para que as assinaturas sejam verificadas, afirmou ela na coletiva, na qual compareceu acompanhada por seis assessores, entre advogados e dirigentes do partido, e não aceitou responder perguntas.

"Apresentamos 946 pedidos de anulação de atas eleitorais, o que representa mais de 250 mil votos", informou o principal assessor de Fujimori, Miguel Angel Torres.

O JNE declarou inadmissíveis os pedidos de anulação de 200 dessas mesas por terem sido apresentados fora do prazo, que terminou na quarta-feira passada.

As autoridades eleitorais não têm data para anunciar o vencedor, mas com base no histórico de outras eleições, presume-se que a decisão possa levar até três semanas após a data da votação.

Fujimori reiterou seu "compromisso de respeitar o resultado final, mas é fundamental que todas essas informações sejam conhecidas".

Castillo lidera a contagem com 50,12%, após o fim da apuração de 100% dos votos pelo órgão eleitoral (ONPE) na terça-feira. Agora então só resta ao JNE terminar de analisar as contestações e proclamar finalmente o ganhador.

O país está em suspense há 11 dias sem saber o vencedor do segundo turno presidencial, uma incerteza que se reflete na bolsa de valores e na taxa de câmbio em meio à crise econômica e de saúde provocada pela pandemia.

Twitter

IPSOS


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade